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Oriente Médio

Especialistas divergem sobre as causas da morte de Arafat

A teoria de que o líder da Autoridade Palestina foi envenenado permanece em discussão dez anos após o falecimento do fundador do Fatah

11 nov 2014 - 15h00
(atualizado às 15h02)
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<p>Crianças posam para foto em frente a um cartaz com a imagem do falecido líder palestino Yasser Arafat, durante a abertura de um museu de Arafat na cidade de Ramallah, na Cisjordânia</p>
Crianças posam para foto em frente a um cartaz com a imagem do falecido líder palestino Yasser Arafat, durante a abertura de um museu de Arafat na cidade de Ramallah, na Cisjordânia
Foto: Abbas Momani / AP

As circunstâncias exatas da morte há 10 anos do líder palestino Yaser Arafat continuam sendo um enigma: para alguns especialistas ele foi envenenado com polônio e para outros a morte aconteceu por causas naturais.

11 de novembro: Arafat morre aos 75 anos no hospital Percy de Clamart, região de Paris. Ele havia sido internado em outubro, depois de sentir dores abdominais em seu quartel-general em Ramallah, onde vivia confinado desde dezembro de 2001, cercado pelo exército israelense. Três dias depois, o ministro da Saúde francês desmente a hipótese de envenenamento. Os boatos apontavam para Israel.

22 de novembro: Naser al-Qidwa, sobrinho de Arafat, consegue, contra a opinião da viúva do falecido, uma cópia do histórico clínico, que não contém dados sobre um eventual envenenamento. Mas se nega a descartar a hipótese.

3 de julho: o canal Al-Jazeera retoma a tese de um envenenamento em um documentário que cita uma descoberta do Instituto de Radiofísica de Lausanne (Suíça), depois de examinar mostras biológicas extraídas dos bens pessoais de Arafat entregues à viúva pelo hospital. O centro detectou uma "quantidade anormal de polônio", substância radioativa altamente tóxica.

<p>Palestinos acendem velas no t&uacute;mulo do l&iacute;der palestino Yasser Arafat, marcando o 10&ordm; anivers&aacute;rio da sua morte, na cidade de Ramallah, Cisjord&acirc;nia. No ch&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel ler&nbsp;&quot;Abu Ammar&quot;,&nbsp;nome de guerra de&nbsp;Arafat&nbsp;</p>
Palestinos acendem velas no túmulo do líder palestino Yasser Arafat, marcando o 10º aniversário da sua morte, na cidade de Ramallah, Cisjordânia. No chão, é possível ler "Abu Ammar", nome de guerra de Arafat 
Foto: Majdi Mohammed / AP
31 de julho: a viúva de Arafat, Suha, apresenta uma ação por assassinato à promotoria de Nanterre, região de Paris, que abre um procedimento judicial em agosto.

28 de agosto: publicação do boletim de hospitalização de Arafat que data de 14 de novembro de 2004. Menciona uma inflamação intestinal de tipo "infeccioso" e um transtorno da coagulação "severo". Não explica as causas da morte.

27 de novembro: abertura do túmulo de Arafat durante várias horas para a retirada de 60 mostras, entregues a três equipes de cientistas - uma francesa, uma suíça e uma russa - para análise.

7 de novembro: os especialistas suíços consideram a tese de envenenamento com polônio a "mais coerente" com seus resultados, insistindo, no entanto, que não está em condições de afirmar categoricamente que esta substância tenha provocado a morte. Os cientistas afirmam ter medido doses de polônio até 20 vezes superiores ao considerado normal. Israel nega envolvimento na morte do líder palestino.

17 de novembro: o presidente palestino, Mahmud Abbas, defende a criação de uma comissão internacional para investigar a morte de Arafat.

26 de novembro: o então presidente israelense, Shimon Peres, descarta a tese de envenenamento e afirma que "teria sido mais fácil" assassiná-lo com um tiro.

3 de dezembro: os especialistas franceses descartam a tese de envenenamento. Para Israel "não é uma surpresa". Os palestinos se declaram céticos. Suha Arafat diz estar desconcertada com as contradições entre especialistas suíços e franceses, mas afirma que não acusa ninguém.

26 de dezembro: os especialistas russos descartam um envenenamento com polônio. Os suíços denunciam uma "declaração política".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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