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Oriente Médio

Enfermeira indiana morre quatro décadas depois de ser sodomizada e posta em coma

18 mai 2015 - 16h14
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Por Nita Bhalla

NOVA DÉLI (Thomson Reuters Foundation) - Uma enfermeira indiana de 66 anos que foi violentada e posta em estado vegetativo durante mais de 40 anos morreu nesta segunda-feira, em caso que despertou um debate nacional sobre a legalização da eutanásia.

Em novembro de 1973, quando tinha 26 anos, Aruna Shanbaug foi agredida por um atendente no hospital King Edward Memorial (KEM) de Mumbai quando encerrava o turno da noite.

Sohanlal Bhartha Walmiki, que mais tarde foi julgado e preso, sodomizou e estrangulou a enfermeira com uma coleira de cachorro, interrompendo o fluxo de oxigênio para seu cérebro e a deixando em coma.

“Ela (Aruna) faleceu às 8h30 (horário local). Ela havia sido diagnosticada com pneumonia e passou os últimos dias respirando artificialmente”, declarou o superintendente médico do hospital KEM, Pravin Bangar, onde seus colegas trataram de Aruna durante os últimos 42 anos.

O caso chamou a atenção de todo o país em 2009, quando a ativista e autora Pinki Virani, que escreveu um livro sobre Aruna, apelou junto à Suprema Corte da Índia para que se realizasse uma eutanásia passiva.

Virani argumentou que “o prolongamento da existência vegetativa de Aruna, carente de qualquer dignidade humana”, não é vida em absoluto, e que “colocar comida amassada em sua boca só representa uma violação da dignidade humana”.

Mas autoridades atuais e anteriores do KEM se opuseram à moção. Em 2011 a Suprema Corte rejeitou o pedido de Pinki, dizendo que o que o hospital KEM fez por Aruna foi “maravilhoso”, alimentando, limpando e cuidando da paciente dia e noite, ano após ano.

Sites de mídia social transbordaram com homenagens de políticos, celebridades e cidadãos indianos comuns a Aruna e à equipe do KEM, e seu nome foi um ‘trending topic’ no Twitter.

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