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Oriente Médio

Cilindro de Ciro retorna a Londres após empréstimo ao Irã

18 abr 2011 - 07h56
(atualizado às 09h29)
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O chamado cilindro de Ciro, uma artefato com 2,5 mil anos, retorna nesta segunda-feira a Londres para ser reincorporado à coleção do Museu Britânico, após ter sido exposto em Teerã por empréstimo.

Mais de 1 milhão de iranianos viram o objeto, considerado a primeira Declaração de Direitos, durante os sete meses em que a peça esteve exposta na capital desse país em um gesto com o claro objetivo de cicatrizar "velhas feridas", segundo o diretor do museu britânico, Neil Mcgregor.

"Apesar do glacial estado das relações diplomáticas", o empréstimo significa que profissionais britânicos e iranianos "podem trabalhar juntos em determinadas áreas", explica Mcgregor em artigo publicado nesta segunda-feira no jornal The Times.

O cilindro data do ano 539 antes de Cristo, quando o rei da Pérsia Ciro conquistou a Babilônia, o antigo reino de Nabucodonosor e Baltasar, e decreta em escritura cuneiforme a permissão aos povos escravizados por esse reino, entre eles os judeus, voltar as suas respectivas pátrias e venerar seus próprios deuses.

Graças ao empréstimo do Museu Britânico desse cilindro, escreve nesta segunda-feira o jornal, foi possível entregar uma carta pessoal ao principal conselheiro do presidente Mahmoud Ahmadinejad, com o pedido de uma entrevista com Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana condenada, em princípio a apedrejamento, por suposto adultério.

O jornal contrasta o espírito de tolerância evidenciado por Ciro com o famoso cilindro e o Irã atual, onde mais de 40 jornalistas estão presos e no ano passado ocorreram quase duas execuções por dia, onde as detenções e as campanhas de intimidação de advogados, políticos da oposição e defensores dos Direitos Humanos estão na ordem do dia.

EFE   
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