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ONU afirma que Taliban prendeu 30 mulheres por violarem regras do hijab no Afeganistão

12 jun 2026 - 10h00
(atualizado às 14h01)
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Autoridades da ‌cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, prenderam pelo menos 30 mulheres, acusando-as de violar as regras de vestuário impostas pelo governo Taliban, informou a agência ⁠da ONU para os direitos das ‌mulheres, mas acrescentou que algumas foram posteriormente libertadas.

A nota de quinta-feira veio ‌após uma repressão aos ‌protestos contra as prisões no ⁠distrito de Injil, em Herat, na terça-feira.

"As prisões aumentaram o medo e a apreensão entre mulheres e meninas em todo o Afeganistão", disse a ONU Mulheres, ‌acrescentando que muitas das mulheres já haviam ‌sido libertadas.

"As ⁠forças ⁠de segurança do Taliban teriam aberto fogo contra manifestantes — ⁠homens, ‌mulheres e crianças — e ‌espancado alguns deles", acrescentou. "Pelo menos duas pessoas, incluindo um menino, foram mortas e mais de 20 ficaram feridas."

A ⁠mídia informou que autoridades da polícia da moralidade do Taliban, o Departamento para a Promoção da Virtude e Prevenção do ‌Vício, detiveram algumas mulheres nos dias que antecederam os protestos por supostamente não ⁠cumprirem as normas relativas ao hijab.

Autoridades locais negaram as notícias de que mulheres teriam sido presas.

Desde que tomaram o poder em Cabul em 2021, o Taliban impôs restrições generalizadas a mulheres e meninas no país devastado pela guerra, incluindo limites ao acesso à educação, ao emprego e ao esporte, o que gerou críticas internacionais.

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