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"O mundo assiste a um genocídio ao vivo em Gaza", diz Anistia Internacional

A afirmação está no relatório anual divulgado nesta terça (29) pela Anistia Internacional. "Desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas cometeu crimes terríveis contra cidadãos israelenses e capturou mais de 250 pessoas, o mundo testemunha um genocídio ao vivo em suas telas", afirma a ONG que acusa Israel de ter forçado a fuga da maioria da população, causando uma catástrofe humanitária.

29 abr 2025 - 10h40
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A afirmação está no relatório anual divulgado nesta terça (29) pela Anistia Internacional. "Desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas cometeu crimes terríveis contra cidadãos israelenses e capturou mais de 250 pessoas, o mundo testemunha um genocídio ao vivo em suas telas", afirma a ONG que acusa Israel de ter forçado a fuga da maioria da população, causando uma catástrofe humanitária.

Palestinos caminham sobre escombros após ataque israelense na Faixa de Gaza
Palestinos caminham sobre escombros após ataque israelense na Faixa de Gaza
Foto: © AP/Jehad Alshrafi / RFI

O documento diz que "Israel massacra milhares de palestinos, dizimando famílias, meios de subsistência, hospitais e escolas diante dos olhos de nações impotentes".

A Anistia ressalta que "diariamente imagens assustadoras são vistas em território palestino, onde bombas israelenses são detonadas. Massacres são filmados pelos próprios moradores de Gaza. Hoje, o número de mortos ultrapassa 52.000".

Segundo a ONG, as investigações mostraram que "Israel cometeu atos proibidos pela Convenção sobre Genocídio, com a intenção específica de destruir a população palestina de Gaza". No ano passado, a Anistia Internacional acusou Israel de genocídio. O governo do país rejeita veementemente as acusações.

Documento alerta sobre catástrofe humanitária

O relatório cita "homicídios, danos graves à integridade física ou mental de civis, desaparecimentos e deslocamentos forçados, além da imposição deliberada de condições de vida destinadas a provocar a destruição física dessas pessoas".

Além disso, de acordo com a Anistia, "quase 2 milhões de palestinos - 90% da população de Gaza - foram forçados a fugir de suas casas devido ao conflito". Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defende a saída "voluntária" dos moradores do enclave. O documento aponta uma catástrofe humanitária sem precedentes.

ONG denuncia apoio internacional a Israel

A atitude da comunidade internacional foi duramente criticada. A ONG disse que "grandes potências, incluindo os Estados Unidos e muitos países da Europa Ocidental, apoiaram publicamente as ações de Israel, minando, assim, o valor universal do direito internacional.

A Agência de Defesa Civil de Gaza denunciou a escassez de combustível, que tirou de circulação oito dos 12 veículos de emergência, incluindo ambulâncias, no sul de Gaza. A agência ainda relatou um ataque aéreo israelense contra tendas de deslocados na parte sul do território palestino, que matou quatro pessoas e deixou muitos feridos.

Imprensa diz que Benjamin Netanyahu pensa em acabar com guerra

De acordo com a imprensa israelense, Benjamin Netanyahu começa a considerar o fim da guerra dentro de alguns meses.

O jornal Israel HaYom cita fontes próximas a Benjamin Netanyahu e escreveu que "os combates terminariam em outubro de 2025, ou seja, após dois anos de guerra".

De fato, até este momento, o primeiro-ministro israelense se recusa a falar sobre o fim dos bombardeios e a incursão de suas tropas em Gaza; pelo contrário, ele afirma repetidamente que a guerra será "longa e difícil".

O término da guerra não significaria o fim da ocupação militar. Em um discurso no início desta semana, Benjamin Netanyahu alertou que "o Hamas não tem lugar em Gaza. E a Autoridade Palestina também não. Por que substituir um regime que quer nossa destruição por outro regime que também quer nossa destruição?". A declaração aponta que Israel rejeita, portanto, qualquer solução política.

Dezoito meses de guerra

A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque do Hamas, movimento islâmico palestino, ao território israelense. A ação naquele 7 de outubro de 2023 resultou na morte de 1.218 pessoas, a maioria civis, segundo estimativa da AFP baseada em dados oficiais. No ataque, 251 pessoas foram sequestradas, sendo que 58 permanecem em Gaza. De acordo com o exército israelense, 34 morreram.

A resposta de Israel foi a campanha militar no território palestino. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas, quase 53.000 pessoas, a maioria civis, foram mortas.

(Com AFP)

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