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Número de casos de varíola de macacos na Itália sobe para 7

Contágios estão ligados a viagens às Ilhas Canárias

25 mai 2022 08h56
| atualizado às 10h08
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Subiu para sete o número de casos confirmados de varíola de macacos na Itália.

Entrada do Instituto Lazzaro Spallanzani, em Roma
Entrada do Instituto Lazzaro Spallanzani, em Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os dois últimos contágios foram registrados na Lombardia, no norte do país, e na capital Roma.

Desses sete casos, seis são monitorados pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, hospital romano que é referência em tratamento contra doenças infecciosas na Itália, e o outro é acompanhado pelo Hospital Sacco, de Milão.

A maior parte deles está ligada a pacientes recém-retornados das Ilhas Canárias, na Espanha, onde suspeita-se ter começado o atual surto de varíola de macacos na Europa.

"Não tem nenhum alarme, mas o sistema de vigilância epidemiológica está em estado de máxima atenção", declarou Alessio D'Amato, secretário de Saúde da região do Lazio, onde fica Roma.

O vírus pode ser transmitido por gotas de saliva e por contato com fluidos corporais e lesões cutâneas, inclusive durante relações sexuais.

Já os sintomas são semelhantes aos da varíola humana - que está erradicada no mundo desde 1980 -, como febre, dores musculares e o surgimento de bolhas na pele, embora de forma mais leve.

Casos da doença já foram confirmados em mais de 10 países nos últimos dias, incluindo Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido.

O nome "varíola de macacos" se deve ao fato de o vírus ter sido descoberto em colônias de símios, em 1958. Atualmente, acredita-se que os roedores sejam os principais hospedeiros do patógeno.

O primeiro caso em humanos data de 1970, na República Democrática do Congo, durante os esforços para a erradicação da varíola.  

Ansa - Brasil   
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