Novo vídeo revela 3º ataque de Israel contra hospital em Gaza
Ofensiva deixou 22 mortos, incluindo cinco jornalistas
Um novo vídeo divulgado nesta quinta-feira (28) revelou um terceiro ataque de Israel contra o hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, onde 22 pessoas morreram, incluindo cinco jornalistas.
Na última segunda (25), as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizou um ataque com o objetivo de destruir uma câmera de vigilância do Hamas, tendo em vista que o grupo usava o local como quartel-general para o armazenamento de armas, conforme relatório preliminar das tropas israelenses.
A ofensiva matou 22 pessoas, incluindo profissionais de saúde, equipes de emergência e cinco jornalistas. Inicialmente, foi divulgado que as IDF haviam lançado dois ataques. No entanto, novas imagens, publicadas pela emissora CNN, mostram que o segundo bombardeio foi, na verdade, um ataque duplo.
A reportagem explica que o terceiro ataque contra o hospital fazia parte de uma tática chamada "ataque duplo", na qual dois bombardeios são lançados em rápida sucessão.
De acordo com a CNN, os dois últimos ataques, que tiveram como alvo um grupo de socorristas e outros jornalistas que chegaram ao local após o primeiro bombardeio, causaram o maior número de vítimas.
O primeiro ataque atingiu a escada externa do Hospital Nasser, onde o cinegrafista da Reuters, Hussam Al-Masri, estava filmando, por volta das 10h08 (horário local). Ele foi morto e a imagem de sua câmera ficou preta.
Cerca de nove minutos se passaram entre o primeiro ataque e os dois seguintes, durante os quais socorristas, funcionários da defesa civil e jornalistas correram para do quarto andar para atender as vítimas iniciais e documentar o ataque.
Hatem Omar, outro contratado da Reuters, estava filmando os esforços de recuperação de cima. Momentos depois, às 10h17 (horário local), o segundo e o terceiro ataques ocorreram.
Além do cinegrafista contratado da Reuters, Mohammad Salama, repórter cinematográfico da Al-Jazeera; Mariam Dagga, freelancer da Associated Press; Moaz Abu Taha, freelancer da NBC; e Ahmad Abu Aziz, jornalista da Quds Feed Network e da Comissão Independente para os Direitos Humanos, morreram na ofensiva.