Washington reavalia custo da guerra no Oriente Médio em quase US$ 30 bilhões
O Pentágono reavaliou o custo, até o momento, da guerra no Irã para cerca de US$ 29 bilhões (cerca R$ 143 bilhões), anunciou nesta terça-feira (12) o responsável financeiro, Jules Hurst, que participou da audiência no Congresso americano, ao lado do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.
O valor representa um aumento de quase US$ 4 bilhões em relação à estimativa apresentada duas semanas antes, durante um confronto anterior com parlamentares americanos, na primeira audiência do chefe do Pentágono desde o lançamento, pelos Estados Unidos e por Israel, da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro.
"Naquele momento, falava-se em US$ 25 bilhões. Mas o Estado-Maior e o controlador financeiro reavaliam constantemente as estimativas, e agora acreditamos que o valor esteja mais próximo de US$ 29 bilhões", explicou o responsável financeiro.
Um cessar-fogo está em vigor há mais de um mês, mas Donald Trump o descreveu como estando "sob assistência respiratória" na segunda-feira (11), enquanto as negociações entre Washington e Teerã para pôr fim de forma duradoura à guerra no Oriente Médio seguem travadas.
UE avalia ampliar missão naval em Ormuz após fim da guerra
A União Europeia avalia a possibilidade de estender ao Estreito de Ormuz sua missão naval Aspides, atualmente em operação no Mar Vermelho, apenas após o fim da guerra no Oriente Médio. A missão, criada em 2024, tem como objetivo proteger navios comerciais, especialmente contra ataques dos rebeldes houthis do Iêmen.
Segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, vários países do bloco se dizem dispostos a reforçar a operação. A iniciativa surge em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os europeus se envolvam mais no conflito contra o Irã — algo que a UE tenta evitar, afirmando não querer participar diretamente da guerra.
França e Reino Unido também defendem a criação de uma coalizão voluntária para garantir a segurança do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, mas somente após a volta da paz. Enquanto o conflito persistir, a UE mantém a posição de não alterar o mandato da missão Aspides.
RFI e agências
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