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Noboa chama acusações de Petro de 'falsas', mas confirma operações militares

'Combatemos traficantes colombianos no Equador', ressaltou presidente

18 mar 2026 - 10h19
(atualizado às 11h20)
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O governo do Equador refutou as acusações do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, a respeito de um suposto bombardeio na fronteira entre os países, reforçando que as operações militares ocorrem "unicamente dentro do território nacional".

Agentes equatorianos em ação contra o crime organizado
Agentes equatorianos em ação contra o crime organizado
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Presidente Petro, suas declarações são falsas. Estamos atuando dentro do nosso território, não no seu", escreveu o chefe de Estado equatoriano, Daniel Noboa Azín, na terça-feira (17), no X.

Na publicação, Noboa exaltou o trabalho de sua administração contra o "narcoterrorismo", que, em "cooperação internacional", continua a "bombardear os lugares que serviam de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos, que o próprio governo [de Bogotá] permitiu infiltrar-se em nosso país devido à negligência em suas fronteiras".

Na segunda-feira (16), Petro afirmou que uma "bomba lançada de um avião" foi encontrada em uma área próxima à fronteira com o Equador, levantando suspeitas de um possível ataque vindo do país vizinho em meio à escalada de tensões entre os dois governos.

Segundo o mandatário, o artefato foi localizado em território colombiano e ainda estaria ativo, representando risco à população local.

A grave acusação de Petro surge em meio à guerra comercial entre Bogotá e Quito, que teve início em janeiro passado, quando Noboa anunciou a imposição de um "imposto de segurança" de 30% sobre importações provenientes da Colômbia.

Na ocasião, a medida foi justificada por Quito como resposta à suposta falta de ação do governo colombiano no combate ao narcotráfico na região de fronteira.

Em retaliação, a Colômbia aplicou tarifas sobre 73 produtos equatorianos e chegou a suspender o fornecimento de eletricidade ao país vizinho, intensificando o conflito bilateral. 

Ansa - Brasil
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