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Nicarágua pretende romper relações com Itália após ser chamada de 'extremista'

Tajani criticou asilo dado a terrorista que assassinou Aldo Moro

16 jul 2026 - 11h59
(atualizado às 12h35)
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A Nicarágua expressou sua intenção de romper relações diplomáticas com a Itália após ser criticada pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores de Roma, Antonio Tajani, que definiu a política do país na América Central como "extremista".

Tajani fez críticas ao governo da Nicarágua durante evento em Madri
Tajani fez críticas ao governo da Nicarágua durante evento em Madri
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi confirmada à ANSA nesta quinta-feira (16) por fontes confiáveis, depois de uma reportagem do jornal Il Corriere della Sera ter antecipado o fato.

Segundo relatos, a Embaixada da Itália em Manágua recebeu uma carta de protesto do governo nicaraguense durante a noite de quarta-feira (15).

Ainda ontem, durante um evento na Espanha, Tajani afirmou que a "Itália não tem nada em comum com a visão de governos extremistas, como o da Nicarágua, um país que ainda protege terroristas perigosos das Brigadas Vermelhas, como [o italiano] Alessio Casimirri".

"Exortamos a Nicarágua a extraditar Alessio Casimirri para a Itália. Ele é o assassino de Aldo Moro [ex-premiê italiano], condenado a seis penas de prisão perpétua", declarou em nota Tajani, segundo o qual, "continuar a conceder imunidade a um criminoso é injusto e inaceitável".

"Criticamos essa decisão e o regime nicaraguense por continuarem a oferecer asilo e até mesmo cidadania a um assassino", pontuou o vice-premiê.

O comunicado emitido pela Farnesina também frisou que "a Itália continua a basear sua política externa no respeito ao direito internacional, ao diálogo e à proteção dos valores democráticos".

Em 1978, o então primeiro-ministro italiano, Aldo Moro, foi sequestrado por membros do grupo terrorista de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas. Após ficar dois meses em cativeiro, ele foi executado. Seu corpo foi encontrado com dez marcas de tiros em um carro vermelho na via Caetani, em Roma, próximo à sede de seu partido, a Democracia Cristã. 

Ansa - Brasil
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