Naufrágio na costa da África deixa quase 50 mortos
Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas no mar
Pelo menos 49 pessoas morreram no naufrágio de um barco de migrantes forçados na costa da Mauritânia, na África, e dezenas de indivíduos ainda estão desaparecidos.
O balanço foi divulgado pela Gendarmaria do país africano nesta sexta-feira (29), dois dias depois de a embarcação virar no mar com 160 pessoas a bordo, sobretudo gambianos e senegaleses. Cerca de 20 náufragos foram resgatados com vida.
O barco havia partido da Gâmbia e tinha como destino as Ilhas Canárias, arquipélago pertencente à Espanha e que virou rota de migrantes forçados em busca de uma vida melhor e mais segura na União Europeia.
"Estamos diante de uma das maiores tragédias migratórias desse verão", disse Helena Maleno, porta-voz da ONG espanhola Caminando Fronteras, que atende migrantes e refugiados nas fronteiras entre UE e África.
Segundo relatos dos sobreviventes, o barco navegou durante seis dias antes de virar no mar.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 70 migrantes morreram ou desapareceram na rota atlântica entre a costa da África e as Canárias em 2025, número que ainda não inclui o naufrágio desta semana. Em 2024, foram 739 fatalidades.