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Naufrágio de bote deixa ao menos 24 mortos na Europa

Local do acidente, o Canal da Mancha é uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo e as correntes são fortes

24 nov 2021 14h30
| atualizado às 14h41
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Colete salva-vidas boiando no Canal da Mancha
24/11/2021
REUTERS/Gonzalo Fuentes
Colete salva-vidas boiando no Canal da Mancha 24/11/2021 REUTERS/Gonzalo Fuentes
Foto: Reuters

Ao menos 24 pessoas morreram depois que seu bote naufragou enquanto tentavam atravessar o Canal da Mancha da França para o Reino Unido nesta quarta-feira, 24, disse um prefeito local à emissora France 3.

As autoridades locais haviam dito anteriormente que cinco imigrantes haviam se afogado, mas que era provável que o número aumentasse porque vários dos resgatados se encontravam em estado grave.

"Vinte e quatro corpos foram recuperados e 26 pessoas estão vivas", disse Franck Dhersin, prefeito de Teteghem e vice-presidente de Transportes para a Região Norte da França, segundo a emissora de TV.

O Ministro do Interior da França, Gerald Darmanin, disse que estava indo para o local. "Forte emoção diante da tragédia de numerosas mortes devido ao naufrágio de um barco de imigrantes no Canal da Mancha", escreveu ele em um tuíte.

Dois helicópteros e três barcos da polícia ou de resgate estavam no local, disseram as autoridades locais.

Um pescador, Nicolas Margolle, disse à Reuters que havia visto dois pequenos barcos mais cedo nesta quarta-feira, um com pessoas a bordo e outro vazio. Ele disse que outro pescador havia chamado a operação de resgate depois de ver um bote vazio e 15 pessoas flutuando sem movimento por perto, inconscientes ou mortas. Ele confirmou que havia mais barcos nesta quarta-feira porque o tempo estava bom. "Mas está frio", acrescentou Margolle.

No início da quarta-feira, repórteres da Reuters viram um grupo de mais de 40 migrantes indo em direção ao Reino Unido em um bote.

O Canal da Mancha é uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo e as correntes são fortes. Os barcos pequenos muitas vezes ficam à mercê das ondas.

Embora a polícia francesa esteja impedindo mais travessias do que em anos anteriores, as ações interromperam só parcialmente o fluxo de migrantes que querem chegar ao Reino Unido, no que se tornou uma das muitas fontes de tensão entre Paris e Londres.

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