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Multidão protesta contra lei que define Israel um país judeu

Protesto reuniu 90 mil pessoas, a maioria drusos, em Tel Aviv

5 ago 2018
11h24
atualizado às 13h42
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Uma multidão de 90 mil pessoas saiu às ruas de Tel Aviv e lotou a praça Rabin ontem (4), em um protesto contra a lei que qualifica Israel como um Estado exclusivamente judeu. A medida é vista como discriminatória pela esquerda israelense, por cidadãos árabes de origem palestina, por drusos e cristãos.
    O protesto de ontem foi liderado pelos drusos, minoria que vive no norte de Israel e os quais acusam o governo de torná-los cidadãos de segunda classe. A oposição israelense também apoiou a manifestação.
    Os drusos falam árabe e se consideram muçulmanos, apesar de terem práticas religiosas particulares. Eles servem ao Exército, são conhecidos por sua lealdade ao governo e mantêm uma relação de menos atrito com Israel, na comparação com os árabes-israelenses. "Apesar da nossa lealdade sem limites ao Estado, não somos considerados cidadãos iguais", criticou o xeque Muafac Tarif, líder espiritual dos drusos. A nova lei foi aprovada em 19 de julho, com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Mas a medida tem gerado protestos e críticas da oposição e de várias minorias que vivem no país. O premier, por sua vez, garantiu que a lei "não afeta" os direitos civis. Segundo o premier, a nova lei "reforça a Lei do Retorno para os judeus da Diáspora" e "impede o ingresso incontrolável de palestinos em Israel" através de uniões familiares.

Multidão protesta contra lei que define Israel um país judeu
Multidão protesta contra lei que define Israel um país judeu
Foto: EPA / Ansa - Brasil
Ansa - Brasil   

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