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Mulher que matou gato em live é condenada por assassinar homem por afogamento

Corpo de homem foi retirado de rio na Inglaterra. Justiça mencionou “fixação por violência” durante julgamento

24 fev 2024 - 15h52
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A Justiça descreveu a assassina, Scarlet Blake como tendo "extremo interesse na morte" e uma "fixação por violência"
A Justiça descreveu a assassina, Scarlet Blake como tendo "extremo interesse na morte" e uma "fixação por violência"
Foto: Reprodução/THAMES VALLEY POLICE

Uma mulher foi condenada pelo assassinato de Jorge Martin Carreno, que morreu afogado em um rio em Oxford, na Inglaterra, em julho de 2021. A Justiça descreveu a assassina, Scarlet Blake como tendo "extremo interesse na morte" e uma "fixação por violência", no tribunal. A mulher já havia feito uma transmissão ao vivo nas redes sociais enquanto matava um gato de estimação.

O corpo de Jorge foi retirado do rio Cherwell em 2021. Scarlet, de 26 anos, estava nas ruas da cidade em busca de uma vítima, quando conheceu o rapaz, de 30 anos, segundo testemunhas relataram no tribunal de Oxford.

O caso foi investigado por cerca de três anos na Unidade de Crimes Graves da Polícia de Thames Valley, e foi encerrado pelo julgamento, que levou três semanas. A mulher foi considerada culpada por unanimidade do júri.

Scarlet Blake também foi condenada por ter causado sofrimento desnecessário a um animal, o gato de outra família que ela capturou e torturou. As provas foram recolhidas na casa dela e nos dispositivos eletrônicos de Blake, que ela usou para fazer a transmissão.

Ela alegou ser culpada pelo crime com o animal, afirmando que cometeu o ato para agradar a namorada com quem se relacionava pela internet. Ela disse que matar o gato era algo que ela “não queria” e alegou que apenas "fingiu que gostou". No entanto, no tribunal Blake contou que dissecou o gato e o colocou no liquidificador, sentindo “um prazer grotesco” ao fazê-lo.

O vídeo foi considerado "muito explícito" para ser exposto ao júri, mas foram mostradas fotos de Blake sorrindo para a câmera. Um recorte do áudio também foi reproduzido, no qual ela parecia dizer: “Lá vamos nós, minha amiguinha… mal posso esperar para colocar você no liquidificador”. Mais tarde ela diz: "Bem, eu me pergunto onde aprendo a fazer isso com uma pessoa". Ao fundo, havia música.

No tribunal, foi concluído que seria uma homenagem a um documentário da Netflix que conta a história de um homem que matou gatos, antes de filmar o assassinato de uma pessoa.

Foi informado ao júri que a ré tinha uma fixação “fixação pela violência e por saber como seria matar alguém”

O assassinato de Jorge Martin Carreno

Jorge, de 30 anos, era cidadão espanhol e morava em Oxford, onde também trabalhava em uma fábrica. Ele foi encontrado morto em 26 de julho de 2021, de bruços, na água do rio. A promotora Alison Morgan informou durante o julgamento que ele havia saído para beber com colegas de trabalho na noite em que morreu.

Ao voltar para casa, ele se separou dos amigos e possivelmente se perdeu, antes de esbarrar em Blake. Os dois se conheceram na rua, onde ela lhe ofereceu uma garrafa de vodca antes de levá-lo em direção ao rio. "Não foi por acaso que ela o encontrou, e não foi por acaso que ela o levou para um local isolado", afirmou a promotora.

A mulher foi flagrada por câmeras de segurança andando pelas ruas carregando uma mochila, onde os promotores sugeriram que ela levava um "kit de assassinato", que incluía um garrote e um cordão de roupão com estampa de leopardo, que ela rejeitou. Segundo o julgamento, ela bateu na cabeça dele, tentou estrangulá-lo e depois o empurrou na água, onde ele se afogou.

Blake negou que estava procurando uma vítima naquela noite, e disse que saiu para passear porque não conseguia dormir. Ela disse que caminhou com Jorge antes de deixá-lo ir para casa.

"Não sei como ele morreu. Presumi que ele se afogou. Não foi algo que eu fiz. Quanto a como, ainda não sei, não estava lá", disse ela ao júri.

Requintes de crueldade

A investigação comprovou que Blake e Jorge estavam caminhando juntos na noite da morte. O corpo foi analisado e apresentava marcas no pescoço. As autoridades identificaram que Blake tinha um interesse particular por estrangulamento e o desejo de matar alguém.

Segundo testemunhas, Blake tinha um “extremo interesse na morte” que “ia além da mera fantasia”. A promotora, por sua vez, disse que a condenada encontrou “gratificação sexual na ideia de violência e de morte”.

O oficial responsável pelo caso, o detetive Jon Capps, afirmou que houve aspectos do caso que foram "verdadeiramente perturbadores" e que o júri receberia apoio devido à natureza das evidências. Ele acrescentou: “Esta ré mostrou crueldade calculada. Os atos pelos quais Blake foi condenada são bárbaros e assustadores".

Fonte: Redação Terra
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