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Motoristas de táxi fazem greve nacional na Itália

Em Roma, manifestação reuniu cerca de 3 mil pessoas

24 nov 2021 12h17
| atualizado às 12h24
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Diversas cidades da Itália foram palco nesta quarta-feira (24) de uma greve nacional de motoristas de táxi convocada por sindicatos. Os taxistas protestaram contra um projeto de lei que prevê uma reforma do serviço de transporte público não regular.

Taxistas durante o protesto em Milão, na Itália
Taxistas durante o protesto em Milão, na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No início de novembro, o Conselho dos Ministros deu luz verde a um projeto de lei que mira promover a concorrência no licenciamento e proteger os consumidores. Em contrapartida, os taxistas temem ser esmagados por plataformas como o Uber.

"Depois de termos escrito, pedido reuniões e enviado comunicados, decidimos parar o serviço. Se engana quem pensou que mais uma vez os taxistas poderiam ser excluídos, não ficaremos satisfeitos com as falsas promessas de costume. Precisamos de fatos concretos para que o serviço sobreviva", afirmaram os organizadores da manifestação.

Em Roma, a polícia informou que cerca de 3 mil pessoas participaram do protesto, que partiu da Piazza della Repubblica e só terminou na Piazza Madonna di Loreto.

Ao longo do caminho, os taxistas entoaram gritos de ordem contra o Uber e o governo italiano, além de ter soltado fogos de artifício e agitado bandeiras.

"Em jogo está o futuro do setor e de nossas famílias. Com o projeto de lei da concorrência, se traça um acordo em benefício das multinacionais. A inclusão do transporte público não regular no projeto de lei vai contra toda lógica jurídica e econômica", comentou Claudio Giudici, presidente do sindicato Uritaxi.

"Não somos contra a concorrência propriamente dita, mas queremos que o serviço público seja reconhecido, não queremos que ocorram episódios de concorrência desleal", declarou Angelo Marabotto, do Consórcio Taxi Amico.

A Codacons, principal associação de defesa do consumidor da Itália, emitiu um comunicado afirmando que o protesto foi "errado". .
   

Ansa - Brasil   
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