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Morre o italiano Calisto Tanzi, fundador da Parmalat

Empresário foi responsável pela quebra fraudulenta da companhia

1 jan 2022 - 10h33
(atualizado às 10h39)
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Morreu neste sábado (1º), aos 83 anos de idade, o empresário italiano Calisto Tanzi, fundador da Parmalat, que chegou a ser uma das maiores companhias do país até sua quebra, em 2003.

Calisto Tanzi estava preso em regime domiciliar pela quebra da Parmalat
Calisto Tanzi estava preso em regime domiciliar pela quebra da Parmalat
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Tanzi cumpria prisão domiciliar em função de uma condenação a 17 anos e cinco meses de cadeia por falência fraudulenta na bancarrota do grupo.

Nascido em 17 de novembro de 1938, em Collecchio, nos arredores de Parma, ele tinha diploma em contabilidade e havia interrompido os estudos universitários para ajudar o pai no comando de uma pequena empresa familiar de embutidos e conservas.

Pouco depois, em 1961, com apenas 22 anos, usou o negócio como base para fundar uma fabricante de leite, a Parmalat (nome proveniente da junção das palavras "Parma" e "latte", "leite" em italiano), e a transformou em uma poderosa multinacional com mais de 130 unidades em todo o mundo.

Tanzi foi o primeiro a desenvolver o chamado leite longa vida, obtido por meio do método de pasteurização UHT, sigla em inglês para "temperatura ultra-alta". Com o crescimento da Parmalat, o empresário passou a investir também em outros ramos do setor alimentar, no turismo, na televisão e até no futebol, com a compra do Parma.

A empresa abriu capital na Bolsa de Milão na década de 1990, escondendo as primeiras dificuldades financeiras provocadas por sucessivas aquisições e pelo crescimento da dívida.

As compras e as perdas das outras companhias eram cobertas com dinheiro da Parmalat, já altamente endividada e cuja situação Tanzi tentou esconder por meio de falsas operações financeiras e empresas de fachada em paraísos fiscais.

A crise veio a público em 2003, culminando na falência da Parmalat, que foi tratada pela imprensa italiana como a "maior fraude da Europa". A dívida escondida do grupo totalizava 14 bilhões de euros, e Tanzi acabou condenado, em dezembro de 2010, a 17 anos e cinco meses de prisão.

A Parmalat pertence hoje ao grupo francês Lactalis.

Ansa - Brasil
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