Moldávia proíbe outro partido pró-Rússia na votação de domingo
A autoridade eleitoral da Moldávia excluiu o partido político pró-Rússia "Grande Moldávia" de participar da votação parlamentar de domingo devido à suspeita de financiamento ilegal, disseram autoridades neste sábado.
A decisão foi tomada na noite de sexta-feira. Este é o segundo partido pró-Rússia a ser excluído a poucos dias da votação, em meio a preocupações sobre a suposta interferência russa no processo eleitoral do país e no futuro das aspirações da Moldávia à União Europeia.
A Comissão Eleitoral Central da Moldávia excluiu o partido Grande Moldávia (Moldova Mare) após a polícia, as autoridades de segurança e a inteligência descobrirem que o partido estava usando financiamento ilegal e financiamento estrangeiro, disse a comissão.
A líder da Grande Moldávia, Victoria Furtuna, disse que a decisão foi tendenciosa e que ela iria recorrer, informou o meio de comunicação Moldpress.
A autoridade eleitoral descobriu que o partido havia usado recursos financeiros não declarados e era suspeito de fornecer dinheiro aos eleitores na tentativa de influenciar o resultado.
As autoridades também suspeitam que o partido estava agindo como sucessor do partido anteriormente proibido, liderado pelo magnata pró-Rússia fugitivo Ilan Shor.
Shor, que nega qualquer irregularidade, mora em Moscou.
A votação parlamentar de domingo é vista como um ponto de virada para a Moldávia, uma antiga república soviética e um país candidato à União Europeia.
O Partido de Ação e Solidariedade (PAS), pró-europeu e liderado pela presidente Maia Sandu, detém a maioria parlamentar desde 2021. Mas as pesquisas mostram que o PAS pode perder sua maioria, já que os partidos de oposição cortejam os eleitores preocupados com o alto custo de vida, o aumento da pobreza e a economia lenta.
Ter que governar em coalizão pode complicar os esforços do PAS para levar a Moldávia à União Europeia até 2030, dizem analistas.
Outro partido pró-Rússia, o "Coração da Moldávia", parte do bloco patriótico pró-Rússia, foi impedido de participar da votação na semana passada.
A Rússia diz que não interfere nos assuntos internos de outros países.