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Ministro de vacinas do Japão diz que ritmo de inoculação acelerará em maio

29 mar 2021 - 11h02
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O ministro japonês responsável pelas vacinas, Taro Kono, disse nesta segunda-feira que o ritmo da inoculação contra o coronavírus acelerará em maio, mas que a Olimpíada de Tóquio agendada para começar em julho não está sendo considerada no cronograma.

Taro Kono, ministro responsável pela campanha de vacinação contra Covid-19 no Japão, durante entrevista coletiva em Tóquio
16/02/2021 REUTERS/Issei Kato
Taro Kono, ministro responsável pela campanha de vacinação contra Covid-19 no Japão, durante entrevista coletiva em Tóquio 16/02/2021 REUTERS/Issei Kato
Foto: Reuters

O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, promete ter doses suficientes para os 126 milhões de habitantes até junho - portanto antes do início dos Jogos, em 23 de julho. Suprimentos de fábricas da Pfizer na Europa têm chegado aos poucos, mas se espera que acelerem nos próximos meses.

"A partir de maio, não haverá gargalo no suprimento", disse Kono à Reuters em uma entrevista. Oficialmente a cargo da reforma administrativa, ele foi selecionado em janeiro para comandar a iniciativa de vacinação do Japão contra a Covid-19.

Ele acrescentou que acredita conseguir 10 milhões de doses de vacinas a cada semana de maio, mas que a Olimpíada, que pesquisas mostram que a maioria dos japoneses acha que deveria ser adiada ou cancelada, não é um fator em sua programação.

O Japão iniciou sua campanha de vacinação no mês passado, mais tarde do que a maioria das grandes economias, e depende de doses importadas da vacina da Pfizer. Vacinas desenvolvidas pela AstraZeneca e pela Moderna aguardam uma aprovação regulatória.

Kono disse que a vacina da AstraZeneca será aprovada "em breve, espero", acrescentando que a decisão cabe ao Ministério da Saúde.

O governo negociou a compra de 120 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que será feita em grande parte no Japão por farmacêuticas locais e não precisa ser armazenada sob as temperaturas ultrafrias exigidas pela fórmula da Pfizer.

Kono ainda disse que ter vacinas feitas domesticamente o poupará de ter que se "preocupar com o mecanismo de transparência" que a União Europeia usa para limitar as exportações de vacinas feitas no bloco.

Até a sexta-feira, pouco mais de 780 mil pessoas no Japão, a maioria profissionais de saúde, haviam recebido ao menos uma dose de vacina.

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