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Ministro da Inteligência do Irã é morto em bombardeio israelense

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (18), que o Exército do país eliminou Esmail Khatib. A morte do ministro iraniano da Inteligência se soma à do chefe da Segurança do Irã, Ali Larijani, confirmada na véspera pelas autoridades de Teerã.

18 mar 2026 - 10h51
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Em comunicado, Katz afirmou que Khatib "estava à frente do aparato interno do regime responsável por assassinatos e pela repressão no Irã, além de promover ameaças externas". "Além de suas atividades direcionadas contra o Estado de Israel, Khatib liderou as atividades terroristas do Ministério da Inteligência contra alvos israelenses e americanos em todo o mundo", acrescentou.

Segundo a nota, Katz e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizaram o Exército do país a atacar "qualquer funcionário de alto escalão iraniano (...) sem necessidade de aprovação adicional". "Vamos continuar caçando todos eles", acrescentou, em comunicado. 

Nova perda expressiva

A morte de Khatib é mais perda expressiva para o Irã, que ocorre no mesmo dia do funeral de Ali Larijani, poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, cuja morte em um ataque israelense foi confirmada na terça-feira (17). No dia 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, um bombardeio eliminou o líder supremo Ali Khamenei.

O Departamento de Estado americano havia oferecido uma recompensa de US$ 10 milhões por informações sobre o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, e outros funcionários de alto escalão, incluindo Khatib. 

No comunicado divulgado após a morte do ministro iraniano de Inteligência, Katz voltou a falar em uma "etapa decisiva" do conflito, como já havia feito no último fim de semana. "Ao longo deste dia [quarta-feira] são esperadas surpresas significativas em todos os âmbitos, que elevarão a guerra que estamos travando contra o Irã e o Hezbollah no Líbano a um novo nível", prometeu. 

Bombardeios intensos em Irã

Segundo as agências estatais de notícias iranianas, Israel bombardeia de forma intensa o território iraniano nesta quarta-feira. Entre os locais visados estão Teerã, a província de Lorestan e a cidade de Hamedan, no oeste, assim como a região de Fars, no sul. Ao menos sete mortos e 56 feridos foram contabilizados. 

Para o cofundador do centro de pesquisas Atlantic Middle East Forum, David Khalfa, o objetivo de Israel com os novos ataques é "desarticular a arquitetura político‑securitária do regime islâmico para fazê‑lo vacilar em suas bases". Para ele, trata‑se de "inverter a correlação de forças entre o regime e a sociedade iraniana, diante de uma perspectiva de pós‑guerra extremamente incerta".

Já o Irã promete "vingança" com "repercussões globais" às eliminações de seus dirigentes. A Guarda Revolucionária, braço ideológico das forças armadas do Irã, saudaram os ataques que deixaram ao menos duas mortes na região de Tel Aviv, na madrugada desta quarta‑feira. A retaliação "atingirá a todos, sem distinção de riqueza, crença ou raça", escreveu no X o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

Com informações da AFP

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