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Militares da China dizem que protestos da Praça da Paz Celestial não foram reprimidos

30 mai 2019
12h41
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O Ministério da Defesa da China rejeitou nesta quinta-feira o uso da palavra "repressão" em referência à forma como os militares contiveram protestos pró-democracia dentro e nos arredores da Praça da Paz Celestial de Pequim três décadas atrás.

Soldados e tanques do Exército chinês na Praça a Paz Celestial em junho de 1989
09/06/1989
REUTERS/Richard Ellis
Soldados e tanques do Exército chinês na Praça a Paz Celestial em junho de 1989 09/06/1989 REUTERS/Richard Ellis
Foto: Reuters

No dia 4 de junho fará 30 anos que soldados chineses abriram fogo para encerrar os tumultos liderados por estudantes. Grupos de direitos humanos e testemunhas dizem que centenas, ou até milhares, de pessoas podem ter sido mortas.

O acontecimento continua sendo um tabu na China, e não será comemorado oficialmente pelo Partido Comunista ou pelo governo. A China jamais informou o saldo de mortos final.

Indagado durante um boletim à imprensa mensal de rotina se os militares chineses lembrarão o aniversário, o porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, rejeitou o uso da palavra "repressão" na pergunta.

"Primeiramente, um esclarecimento. Não concordo que você use a palavra 'repressão'", disse Wu.

"Nos últimos 30 anos, o curso das reformas, do desenvolvimento e da estabilidade da China, os sucessos que obtivemos, já responderam esta pergunta", acrescentou, sem entrar em detalhes.

À época, a China atribuiu os protestos a contrarrevolucionários que queriam derrubar o partido, mas nos últimos anos autoridades do governo, ao responder perguntas da mídia estrangeira, tenderam a simplesmente se referir mais eufemisticamente ao "turbilhão político" do período.

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