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Maldivas: resgate de corpos é concluído após morte de mergulhadores italianos em caverna

Os corpos dos dois últimos mergulhadores italianos mortos na semana passada em uma caverna subaquática nas Maldivas foram resgatados nesta quarta-feira (20), segundo fontes italianas. Os cinco cidadãos italianos, todos mergulhadores experientes, participavam de uma exploração em uma caverna profunda no atol de Vaavu, na quinta-feira (14). Um corpo foi recuperado no mesmo dia, e outros dois foram encontrados na terça-feira (19), a 60 metros de profundidade.

20 mai 2026 - 06h48
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"Os dois últimos mergulhadores foram recuperados no interior da caverna e levados à superfície", disse à AFP o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.

Equipes de emergência do Crescente Vermelho e policiais transferem os corpos de turistas italianos de uma lancha da polícia para uma ambulância em Malé, nas Maldivas, em 19 de maio de 2026.
Equipes de emergência do Crescente Vermelho e policiais transferem os corpos de turistas italianos de uma lancha da polícia para uma ambulância em Malé, nas Maldivas, em 19 de maio de 2026.
Foto: AFP - MOHAMED AFRAH / RFI

As cinco vítimas italianas do acidente — o mais grave já registrado nesse destino turístico do oceano Índico — incluem a renomada professora de biologia marinha Monica Montefalcone, sua filha e dois jovens pesquisadores, segundo a Universidade de Gênova, onde os quatro estudavam ou trabalhavam. A quinta vítima era o instrutor do grupo.

Um mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF), que participava das buscas, também morreu no sábado (16), em decorrência de complicações relacionadas à descompressão, após ser hospitalizado. A morte do militar levou as autoridades locais a suspenderem as buscas, o que levou a Itália a lançar uma operação internacional de resgate.

Mergulho não havia sido autorizado

O jornal italiano Corriere della Sera citou, na terça-feira, a universidade, segundo a qual a atividade de mergulho não fazia parte da missão científica. De acordo com a instituição, a prática foi realizada a título pessoal.

A Universidade de Gênova acrescentou que os pedidos encaminhados às autoridades maldivianas "foram claramente apresentados fora do escopo da missão autorizada". As Maldivas não autorizam turistas a mergulhar a mais de 30 metros de profundidade.

Enquanto as autoridades aguardam os resultados da investigação, foi suspensa a licença de operação do barco a partir do qual os cinco italianos mergulharam.

O arquipélago, formado por 1.192 pequenas ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no oceano Índico, é um destino de luxo muito procurado por mergulhadores.

Embora vários óbitos tenham sido registrados nos últimos anos, acidentes ligados ao mergulho e a esportes náuticos continuam relativamente raros.

Com AFP

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