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Mais de 54% da população da Itália pretende viajar no verão

25 jul 2021 14h46
| atualizado às 16h01
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Uma pesquisa divulgada pela associação hoteleira Federalberghi neste domingo (25) revelou que pelo menos 32,5 milhões de italianos, cerca de 54,5% da população - entre adultos (25,8 milhões) e menores (6,7 milhões), já realizou uma viagem de férias em junho ou se prepara para fazer entre julho e setembro.

Os italianos parecem ter recuperado a confiança nas férias de verão de 2021, em comparação com o verão de 2019, quando 34,6 milhões dos cidadãos saíram de férias.

De acordo com o estudo, 93,3% dos italianos que tiraram ou vão tirar férias durante o verão permanecerão na Itália - um total de 30,1 milhões de pessoas. O destino preferido é o litoral da Itália, ainda que ligeiramente abaixo do ano passado (75% contra 77%), seguido de regiões serranas (9,7%).

O "sentimento" de recuperação ainda não é sentido nas cidades da arte e nos demais lugares que são tradicionalmente destinos de turistas estrangeiros. Nos primeiros meses de 2021, em Veneza, Roma e Florença a taxa de ocupação dos quartos caiu mais de 70% em relação a 2019.

A retomada do movimento dos italianos durante o verão de 2021 foi comemorada como "uma boa notícia" pelo presidente da Federalberghi, Bernabò Bocca.

"Este é um passo fundamental que nos dá a medida de quão significativa tem sido a forma radical da campanha de vacinação em ação por nosso governo. Com o percentual cada vez maior de vacinados, o medo de novas infecções parece diminuir em relação ao ano passado, apesar do surgimento de novas variantes", afirmou.

Segundo Bocci, "os últimos regulamentos do passe verde geraram, no entanto, algumas incertezas que podem ter repercussões na tendência da atual temporada". "Diante dessas restrições imprevistas que vão prever o controle da certificação verde também nos restaurantes do hotel para os convidados, há temores de que possa haver cancelamentos".

Conforme o levantamento, o que será produzido em termos de faturamento (incluindo despesas com viagens, alimentação, hospedagem e entretenimento) chegará a 22,7 bilhões de euros contra 14,3 bilhões de euros no ano passado Cerca de +58,7%).

"Em tempos normais cantaríamos vitória, mas infelizmente muitas feridas ainda estão abertas em nosso setor. Pagamos mais do que outros pelas consequências da tragédia da pandemia. Não podemos esquecer que nos primeiros 6 meses do ano já são 6,7 bilhões de euros em termos de faturamento que foram perdidos".

Ansa - Brasil   
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