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Macron rebate comentários de Bolsonaro sobre esposa e diz esperar que o Brasil tenha presidente à altura

26 ago 2019
11h17
atualizado às 13h08
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O presidente da França, Emmanuel Macron, rebateu os comentários feitos pelo presidente Jair Bolsonaro sobre sua esposa, Brigitte Macron, classificando-os de "tristes" e extremamente desrespeitosos e afirmando que espera que o Brasil tenha "rapidamente" um presidente que se comporte à altura do cargo.

Macron participa de entrevista coletiva durante G7 em Biarritz 26/8/2019 Francois Mori/via REUTERS
Macron participa de entrevista coletiva durante G7 em Biarritz 26/8/2019 Francois Mori/via REUTERS
Foto: Reuters

No fim de semana, Bolsonaro respondeu uma publicação de um seguidor em uma rede social na qual apareciam as fotos do presidente francês com sua esposa e de Bolsonaro com a primeira-dama Michele Bolsonaro e o texto "entende agora pq Macron persegue Bolsonaro". A resposta do presidente foi: "Não humilha cara. Kkkkkkk."

Macron classificou como "triste" o comentário de Bolsonaro. "É triste por ele e pelos brasileiros", acrescentou o líder francês.

O presidente francês reconheceu que teve mal-entendidos com Bolsonaro e citou entre eles o episódio em que o presidente brasileiro desmarcou um encontro com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, para, no mesmo horário, cortar o cabelo com transmissão ao vivo nas redes sociais.

"Como eu tenho muita amizade e respeito pelo povo brasileiro, eu espero que muito rapidamente eles tenham um presidente que se comporte à altura", disse Macron a jornalistas.

Em pronunciamento sobre a reunião do G7, realizada em Biarritz, o presidente francês também disse que os países do grupo darão ao menos 20 milhões de euros em ajuda para combater as queimadas na Amazônia.

Também nesta segunda-feira, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez um pronunciamentos aos jornalistas, recusando-se a responder perguntas dos repórteres, e questionou quais intenções estariam por trás da oferta de países ricos para combater as queimadas na Amazônia.

Mais tarde publicou no Twitter que não pode aceitar que o presidente da França faça o que chamou de "ataques descabidos e gratuitos" à Amazônia e disse que a proposta do francês de uma aliança do G7 para salvar a floresta trata o Brasil como uma "colônia" e uma "terra de ninguém".

O líder francês também disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve ausente das conversas sobre mudanças climáticas e biodiversidade em uma reunião do G7 nesta segunda-feira, porque estava ocupado em reuniões bilaterais.

Trump apoiou as tentativas dos líderes para erradicar os incêndios na Amazônia, disse Macron.

"Ele não estava na sala, mas sua equipe estava", afirmou Macron em uma coletiva de imprensa após as conversas sobre o clima. "Vocês não devem interpretar a ausência do presidente norte-americano... os Estados Unidos estão conosco sobre a biodiversidade e a iniciativa da Amazônia."

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