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Macron critica reação da União Europeia diante de Trump e acordo UE-Mercosul

Em diálogo com a imprensa europeia, o presidente francês denunciou o "alívio covarde" da União Europeia após a crise das sobretaxas comerciais com os Estados Unidos e antecipou que a ofensiva alfandegária de Trump não havia terminado. Além disso, ele qualificou o pacto UE-Mercosul de "mau acordo", "obsoleto" e "mal negociado".

10 fev 2026 - 12h41
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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em uma entrevista a vários jornais europeus que as "ameaças" comerciais e as "intimidações" dos Estados Unidos ainda não "terminaram" e pediu um despertar europeu.

Na entrevista publicada nesta terça-feira (10) por vários jornais, incluindo El País, The Economist e Süddeutsche Zeitung, Macron se referiu a uma "espécie de alívio covarde" dos líderes europeus após o "pico da crise" do tarifaço com Donald Trump.

"Quando saímos do pico da crise, quando se negociou um acordo para as taxas, houve uma espécie de alívio covarde. Mas não acreditem nem por um segundo que isso terminou", advertiu.

"Vejam o que vai acontecer com as tarifas sobre os produtos farmacêuticos e as consequências. Todo dia, toda semana, haverá ameaças", acrescentou.

Para ele, "quando há uma agressão manifesta, não devemos nos dobrar nem tentar chegar a um acordo". "Tentamos essa estratégia por meses e não dá resultados. O que acontece é que isso estrategicamente aumenta a dependência da Europa", sinalizou.

Enquanto líderes europeus se reúnem nesta semana para discutir competitividade e indústria, o presidente francês defendeu a simplificação, o aprofundamento do mercado interno da UE e a diversificação dos acordos comerciais.

Ele fez um apelo pela defesa da indústria do bloco, sem cair no protecionismo, mediante uma "preferência europeia" em certos setores estratégicos como as tecnologias limpas, a química, o aço, o automóvel, ou a defesa. "Do contrário, os europeus 'serão varridos'", advertiu.

Mercosul

Macron falou ainda do pacto de livre comércio UE-Mercosul, qualificando-o como "mau acordo", "antigo" e "mal negociado".

"Eu defendo acordos justos e, portanto, acordos em que há proteções e nos quais se respeita as tendências, ao mesmo tempo em que se consegue o que queremos para a economia", indicou.

Sobre a Rússia, o presidente francês disse querer que a reabertura do diálogo com Vladimir Putin se faça de maneira coordenada entre os europeus e com um número limitado de interlocutores.

Os intercâmbios diretos com Putin foram praticamente suspensos devido à guerra na Ucrânia. Para preparar uma reabertura do diálogo, Macron enviou no início de fevereiro seu conselheiro diplomático a Moscou.

O presidente francês indicou que os primeiros contatos técnicos confirmaram que "a Rússia não quer a paz agora", embora tenham permitido reconstruir "canais de diálogo".

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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