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Local de nascimento de Hitler mostra que encarar passado sombrio pode levar décadas

17 jun 2020 - 19h25
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Enquanto manifestantes antirracismo derrubam estátuas de comerciantes de escravos e colonizadores em todo o mundo, algumas nações estão pensando em como enfrentar seu passado sombrio. Na Áustria, um debate sobre Adolf Hitler leva décadas e ainda não acabou.

Local do nascimento de Hitler em cidade austríaca de Braunau am Inn
22/10/2016
REUTERS/Leonhard Foeger
Local do nascimento de Hitler em cidade austríaca de Braunau am Inn 22/10/2016 REUTERS/Leonhard Foeger
Foto: Reuters

A Áustria apresentou recentemente planos para transformar a casa onde o líder nazista nasceu, na cidade de Braunau am Inn, na fronteira alemã, em uma delegacia de polícia.

Também sugeriu mover uma pedra que fica na calçada do lado de fora, na qual está inscrita uma mensagem antifascista, para um museu de Viena.

Embora muitos concordem que a casa não deva se tornar um local de peregrinação para os neonazistas, a ideia de remover a rocha perturbou alguns grupos de judeus e sobreviventes que disseram que a Áustria precisa encarar sua participação no Holocausto.

Mais consultas sobre a pedra serão realizadas.

"Claramente (o governo) quer deixar o mundo esquecer que o pior assassino em massa da história nasceu em Braunau", disse Willi Mernyi, chefe do Comitê de Mauthausen, principal grupo de sobreviventes do Holocausto na Áustria.

"Esta abordagem está errada ... É preciso reconhecer o que aconteceu."

A pedra, que traz as inscrições "fascismo nunca mais" e "milhões de mortos", mas não menciona Hitler, foi instalada pela cidade em 1989.

Naquele momento, a Áustria estava se afastando de sua posição de negar a responsabilidade pelo Holocausto, uma postura pós-guerra durante a qual se descreveu como a primeira vítima dos nazistas.

Em parte por causa disso, alguns dizem que a Áustria fez menos para enfrentar seu passado nazista do que a vizinha Alemanha.

"Às vezes parece algo que é feito como uma tarefa e não como um compromisso feito de profunda convicção", disse Gerhard Baumgartner, historiador e diretor científico do Centro de Documentação da Resistência Austríaca.

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