Script = https://s1.trrsf.com/update-1784747113/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Lindt é processada nos EUA por suspeita de trabalho infantil na África

23 jul 2026 - 16h18
(atualizado às 17h01)
Compartilhar
Exibir comentários

A fabricante suíça de chocolate Lindt ‌foi processada em um tribunal dos Estados Unidos por suposto uso de trabalho infantil em Gana e na Costa do Marfim, apesar de a empresa destacar seu compromisso com o fornecimento responsável de ingredientes.

De acordo com uma ação movida na terça-feira no tribunal federal de Washington, D.C., a Lindt assegura ⁠falsamente aos consumidores que está tentando eliminar o trabalho infantil de sua ‌cadeia de suprimentos e que está comprometida com os direitos das crianças e os direitos humanos em geral.

A ação também afirma que a Lindt ‌sabe há mais de 20 anos que seu ‌cacau é produzido com trabalho infantil e lucra com essa prática.

"Um ⁠consumidor razoável não esperaria que uma empresa 'comprometida com o respeito aos direitos humanos' e 'que conduz seus negócios de maneira ética, legal e ambiental e socialmente responsável' utilizasse trabalho infantil generalizado em sua cadeia de suprimentos de cacau", afirma a ação.

De acordo com a denúncia, a Lindt adquire 100% de seus ‌grãos de cacau para consumo direto do Gana e a manteiga de cacau ‌da Costa do Marfim.

A ⁠International Rights Advocates, ⁠um escritório de advocacia de interesse público, entrou com a ação judicial. O escritório também ⁠já moveu processos acusando as fabricantes ‌de chocolate Mars, Mondelez e ‌Nestlé de recorrerem ao trabalho infantil.

"A Lindt & Sprüngli leva a questão do trabalho infantil muito a sério, condena veementemente todas as formas de trabalho infantil e nega as alegações contidas na denúncia", afirmou um ⁠porta-voz da Lindt em um e-mail nesta quinta-feira. "Temos protocolos de fornecedores em vigor e investigamos sistematicamente casos suspeitos de trabalho infantil em nossa cadeia de suprimentos."

O site da empresa, sediada em Kilchberg, na Suíça, contém um Plano de Sustentabilidade 2030 que aborda os ‌esforços da Lindt para apoiar os produtores de cacau na África Ocidental e reduzir os riscos decorrentes do trabalho infantil.

A Lindt também publica uma "Declaração ⁠sobre Escravidão Moderna" que aborda sua "estratégia personalizada" para reduzir os riscos, inclusive por meio do cumprimento da certificação da Rainforest Alliance para práticas agrícolas.

A ação judicial visa pôr fim à suposta "conduta ilegal da Lindt dirigida aos consumidores de Washington, D.C.", e não busca indenização.

Terry Collingsworth, diretor executivo da International Rights Advocates, afirmou em um e-mail que sua pesquisa "confirmou que a Lindt, assim como as outras grandes empresas do setor de cacau, possui excelentes políticas no papel, mas praticamente nenhuma implementação, especialmente no que diz respeito à questão do trabalho infantil".

Sua organização também moveu ações judiciais contra a Apple, a Cargill e a Starbucks por alegações de trabalho forçado em suas cadeias de suprimentos.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra