Ex-ministra do Reino Unido foi atingida 21 vezes com martelo antes de morrer, dizem promotores
Joshua Kerry, natural da Inglaterra, ainda roubou a carteira da política antes de fugir
A ex-ministra britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, foi atingida 21 vezes na cabeça com um martelo durante o ataque que resultou em sua morte, segundo informações apresentadas pelos promotores em uma audiência realizada nesta terça-feira, 21, no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.
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O suspeito é Joshua Kerry, de 28 anos, que esteve presente na audiência. De acordo com a acusação, Widdecombe estava almoçando em sua residência, localizada em Devon, no sudoeste da Inglaterra, quando foi surpreendida pelo suspeito.
Segundo os promotores, Kerry estacionou em frente ao imóvel, entrou pela porta da frente e seguiu até a cozinha, onde a ex-ministra estava. No local, ele teria desferido 21 golpes de martelo contra a cabeça da vítima. Ainda conforme a acusação, após as agressões, o suspeito derrubou Widdecombe da cadeira em que ela estava sentada, retirou uma carteira de sua bolsa e deixou a residência de carro. A ação teria durado cerca de dois minutos.
Os promotores informaram ao tribunal que a causa provisória da morte foi registrada como "lesão na cabeça causada por objeto contundente". No entanto, durante a abertura do inquérito sobre o caso, foi ressaltado que, apesar da realização do exame post-mortem, "neste estágio, a causa médica exata da morte ainda não foi estabelecida".
Widdecombe foi encontrada morta em sua casa em 9 de julho, um dia após o ataque. Dois dias depois, em 11 de julho, a polícia britânica prendeu Joshua Kerry. As investigações apontam que o suspeito vivia em Rotherham, no condado de South Yorkshire, a cerca de 426 quilômetros da residência da vítima.
Figura conhecida da política britânica, Ann Widdecombe integrou o Partido Conservador durante sua trajetória parlamentar e, mais recentemente, tornou-se um dos nomes ligados ao Reform UK, legenda liderada por Nigel Farage. Apesar da atuação política, os investigadores afirmaram que, até o momento, não há indícios de que o assassinato tenha tido motivação política.
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