Líderes do G7 elogiam acordo com Irã e exaltam 'força' de Trump
Comunicado conjunto também pede cessar-fogo 'imediato' no Líbano
Os líderes do G7 divulgaram nesta quarta-feira (17) uma declaração conjunta na qual saúdam o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irã, classificando-o como uma "oportunidade histórica para impedir" que Teerã "obtenha armas nucleares".
Os chefes de Estado e de governo do grupo afirmaram que o entendimento, obtido "sob a forte liderança do presidente Donald Trump" e com o apoio de países mediadores, oferece uma base para um "acordo diplomático robusto e abrangente" que possa levar paz e segurança a toda a região.
"As negociações conduzidas para esse fim devem levar em consideração as ameaças que o Irã representa e devem garantir que este país jamais obtenha armas nucleares. Reiteramos que o Irã jamais obterá armas nucleares", diz o comunicado.
Sobre o Estreito de Ormuz, os membros do G7 afirmam que a iniciativa de defesa multilateral liderada por França e Reino Unido "pode desempenhar um papel importante" para facilitar "a retomada do tráfego marítimo, proteger navios mercantes e apoiar a verificação da remoção de todas as minas" na região.
O grupo também se compromete a acelerar a diversificação das fontes de abastecimento energético para reduzir as vulnerabilidades internacionais relacionadas ao estreito.
A declaração menciona o Líbano e defende os esforços das autoridades locais para alcançar o desarmamento do Hezbollah e garantir o monopólio estatal sobre as armas, bem como para "proteger a integridade territorial e a soberania do país", por meio "de um cessar-fogo firme e imediato".
Israel não é citado no texto, que fala em "acelerar os esforços humanitários e de reconstrução" na Faixa de Gaza e cobra o "fim da violência na Cisjordânia", uma referência implícita aos ataques feitos por colonos no território palestino.
No comunicado, os líderes ainda reafirmam o "apoio inabalável" à Ucrânia e prometem aumentar o fornecimento de sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance, além de apoiar a ampliação das sanções contra a Rússia nos setores de petróleo e gás.
"Nós, líderes do G7, manifestamos nosso apoio inabalável à Ucrânia na defesa de sua liberdade, soberania e integridade territorial. Reafirmamos nossa solidariedade à população ucraniana, que sofre com os ataques à sua infraestrutura crítica e ao seu patrimônio cultural", acrescentam.
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