Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Publicidade

Macron destaca 'ressincronização' do G7 sobre a Ucrânia ao fim de cúpula em Évian

No último dia da cúpula do G7, nesta quarta-feira (17), na cidade termal francesa de Évian-les-Bains, o presidente Emmanuel Macron saudou a "ressincronização" das posições do grupo sobre a guerra na Ucrânia, em um momento em que a agenda internacional também é dominada pelas negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à crise no Oriente Médio. A nova convergência entre os aliados das sete das principais economias industrializadas do mundo contrasta com a postura anterior do presidente norte-americano, Donald Trump, considerada mais favorável à perspectiva russa.

17 jun 2026 - 15h47
Compartilhar
Exibir comentários

Em coletiva de imprensa ao final do encontro de três dias nos Alpes franceses, Macron afirmou que todos os líderes "reconheceram que não havia um compromisso sério da Rússia" para encerrar o conflito. Já na terça-feira, os países do G7 haviam reiterado apoio a Kiev e concordado em pressionar Moscou por uma solução.

"Vejam, a Rússia deveria fazer um acordo", declarou Donald Trump a jornalistas após uma sessão dedicada à Ucrânia, acrescentando que ambos os lados sofreram perdas significativas no campo de batalha. "Vou fazer o que puder", disse.

Questionado sobre a credibilidade das declarações do presidente americano, Emmanuel Macron afirmou que "sempre teve confiança" em Trump. "Sempre lhe disse as coisas como elas são. Quando temos divergências, reconhecemos isso. Mas quando ele assumiu compromissos conosco, sempre cumpriu o que prometeu", declarou o presidente francês.

Convidado para a cúpula na terça-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi ouvido "com grande respeito", segundo Macron. "Todos viram que a Ucrânia está resistindo muito melhor do que alguns poderiam imaginar e que a Rússia está em uma situação difícil", acrescentou.

Acordo entre EUA e Irã deve ser assinado em "breve" 

O conflito na Ucrânia, que já dura cinco anos, acabou relegado a segundo plano pelo governo de Donald Trump após a escalada das tensões no Oriente Médio, iniciadas com o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro. A crise, no entanto, parece se aproximar de uma resolução.

Em Évian, o republicano afirmou que um memorando de entendimento com Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio deverá ser assinado "em breve", possivelmente já na quinta ou sexta-feira. Segundo Trump, Israel já recebeu uma cópia do texto.

Em relação ao Líbano, o presidente americano admitiu que as negociações ainda exigem avanços. "Isso é algo em que teremos que trabalhar um pouco", disse, enquanto o Irã exige o fim dos ataques israelenses contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

"Na verdade, é uma peça muito pequena do quebra-cabeça, mas ainda assim está causando muito alvoroço", afirmou Trump, acrescentando que "a verdadeira questão é o acordo com o Irã".

Autoridades americanas divulgaram nesta quarta-feira o texto do memorando de entendimento firmado com o Irã, no qual Teerã se compromete, entre outras coisas, a diluir seu estoque de urânio enriquecido como parte das negociações a serem concluídas em 60 dias, em troca da suspensão das sanções.

Os Estados Unidos também se comprometeram a facilitar a liberação de um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do Irã, caso um acordo final sobre o programa nuclear iraniano seja alcançado, segundo o texto.

Na França, Trump anunciou, ainda, a intenção de conduzir uma discussão "paralela" com países do Golfo sobre mísseis balísticos, tema sensível após esses Estados terem sido alvo de ataques iranianos durante o conflito envolvendo Washington, Israel e a República Islâmica.

O presidente americano esteve em Évian desde segunda-feira para participar da cúpula do G7 que reúne chefes de Estado e de governo das sete das principais economias industrializadas do mundo - Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Trump prolonga a sua estadia na França com um jantar esta noite, no Palácio de Versalhes, a convite de Emmanuel Macron.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra