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Líderes de Tigré dizem que nova guerra contra governo etíope começou

23 set 2026 - 12h10
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Resumo
Forças da região de Tigré romperam o acordo de paz com o governo da Etiópia ao lançar uma grande ofensiva militar, classificada por seus líderes como uma guerra defensiva contra a agressão federal. Aliada a outros seis grupos rebeldes para derrubar o premiê Abiy Ahmed, a TPLF assumiu o controle de aeroportos e atacou posições governamentais nas províncias de Afar e Amhara. O governo federal acusou a liderança regional de irresponsabilidade, e os voos para o norte do país já foram cancelados.

Forças da região de ‌Tigré, no norte da Etiópia, lançaram uma grande ofensiva contra o governo federal nesta quarta-feira, afirmou uma alta autoridade etíope, rompendo um acordo de paz de quatro anos e ameaçando ⁠um conflito regional mais amplo.

Os líderes de Tigré ‌afirmaram em um comunicado que haviam entrado em uma guerra "defensiva" para combater a agressão ‌do governo federal.

Uma guerra civil ‌que começou em 2020 entre a ⁠Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF) e as forças federais resultou em centenas de milhares de mortes antes da assinatura do Acordo de Pretória, em novembro de 2022.

As novas ‌hostilidades ocorrem após meses de crescente animosidade entre ‌os dois lados, ⁠culminando no ⁠anúncio de domingo de que a TPLF havia formado ⁠uma aliança com ‌seis outros grupos ‌armados de toda a Etiópia com o objetivo de derrubar o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed.

A administração regional liderada pela TPLF ⁠afirmou que houve uma "intensificação da invasão conduzida por meio de vários métodos" pelo governo de Abiy contra o povo de Tigré.

"As Forças de Tigré receberam ‌instruções para repelir o ataque e entraram em uma guerra defensiva", afirmou em comunicado.

Getachew Reda, ⁠assessor de Abiy e ex-dirigente da TPLF, escreveu no X que a TPLF havia assumido o controle de aeroportos sob jurisdição federal em Tigré e lançado uma "ofensiva total" contra posições do governo nas regiões vizinhas de Afar e Amhara.

"A liderança político-militar da TPLF, obviamente, levou a irresponsabilidade a novos patamares", afirmou ele.

A Ethiopian Airlines suspendeu os voos para a região.

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