Governo Trump convida Putin para cúpula do G20 em Miami
Informação foi divulgada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
O governo dos EUA convidou Vladimir Putin para a cúpula do G20 em Miami, em dezembro, visando ao diálogo para mediar a guerra na Ucrânia. Confirmado pelo secretário Marco Rubio, o convite ainda não teve resposta de Moscou. Alvo de um mandado de prisão do TPI desde 2023, Putin não frequenta reuniões do grupo. Rubio também revelou esforços para costurar uma trégua energética e de grãos entre Rússia e Ucrânia.
Os Estados Unidos convidaram o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para participar da próxima cúpula do G20, prevista para dezembro, em Miami, na Flórida. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (23) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O encontro reunirá líderes das principais economias do mundo para discutir temas de interesse internacional. A eventual presença de Putin, no entanto, ainda não foi confirmada pelo governo russo.
"Para resolver problemas, é necessário reunir-se com pessoas com quem se discorda ou com quem possa haver divergências. É por isso que convidamos o presidente Putin para o G20", afirmou Rubio.
Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, o governo de Donald Trump acredita que esta é uma oportunidade para o líder russo interagir não apenas com o republicano, mas também com outros líderes mundiais. "Esperamos que ele aceite o convite", enfatizou.
O convite a Putin é feito em meio aos esforços diplomáticos da comunidade internacional para encerrar a guerra na Ucrânia. O presidente russo, no entanto, não tem participado das reuniões do G20 desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra ele, em 2023, por acusações relacionadas à deportação ilegal de crianças ucranianas.
Hoje, Rubio se reuniu, paralelamente à Assembleia Geral da ONU, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
Após o encontro, o norte-americano afirmou que Rússia e Ucrânia demonstram interesse em uma trégua relacionada à energia e às exportações de grãos.
De acordo com o secretário, os dois países têm necessidades diferentes no setor energético. "Quando falamos de energia, para a Rússia isso significa refinarias e gás; para a Ucrânia, significa redes elétricas. São duas coisas diferentes. Uma trégua energética é difícil, mas vamos tentar", concluiu.
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