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Líder da oposição bielorrussa foge para exterior alegando segurança dos filhos

11 ago 2020
16h18
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A líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanouskaya, disse nesta terça-feira que fugiu para o exterior por causa de seus filhos, depois que a vitória do líder Alexander Lukashenko na eleição presidencial de domingo gerou protestos de rua sangrentos.

Apoiadores da oposição em Belarus protestam em Minsk
10/08/2020 Jedrzej Nowicki/Agencja Gazeta/via REUTERS
Apoiadores da oposição em Belarus protestam em Minsk 10/08/2020 Jedrzej Nowicki/Agencja Gazeta/via REUTERS
Foto: Reuters

Pelo menos uma pessoa morreu durante duas noites de confrontos entre forças de segurança e apoiadores da oposição que acusam Lukashenko, no poder desde 1994, de fraudar sua reeleição. Países ocidentais também classificaram a votação como injusta e não livre.

O Ministério do Interior de Belarus disse que mais de 2 mil pessoas foram detidas após confrontos na noite de segunda-feira, nos quais 21 policiais e agentes do serviço de segurança ficaram feridos, com cinco deles levados ao hospital, de acordo com a pasta.

Tikhanouskaya, uma ex-professora de inglês de 37 anos que ocupou o lugar do marido na eleição depois que ele foi preso, fugiu para a vizinha Lituânia, de onde pediu a seus compatriotas que não confrontem a polícia e evitem colocar suas vidas em perigo.

"Sabe, eu pensei que toda essa campanha tinha realmente me fortalecido e me dado tanta força que eu poderia lidar com qualquer coisa", disse ela, emocionada, em um vídeo.

"Mas, provavelmente, ainda sou a mulher fraca que eu era. Tomei uma decisão muito difícil para mim", afirmou Tikhanouskaya, acrescentando que o tumulto político em Belarus não vale a vida de ninguém.

"Os filhos são a principal coisa na vida", completou ela.

Embora Syarhei, seu marido, um blogueiro antigovernamental, permaneça preso em Belarus, ela se reencontrou com seus filhos na Lituânia, para onde ela havia se mudado depois de receber ameaças anônimas sobre sua segurança.

O clima nas ruas de Minsk estava mais calmo durante o dia na terça-feira, mas um repórter da Reuters viu tropa de choque estacionada do lado de fora de várias fábricas em Minsk, em meio a apelos em canais de mídia social anti-Lukashenko por uma greve geral.

Pessoas colocaram flores no local no centro de Minsk onde o manifestante morreu nos confrontos de segunda-feira.

Lukashenko comparou os manifestantes a gangues criminosas e revolucionários perigosos com sombrios patrocinadores estrangeiros. Na terça-feira, a mídia estatal mostrou jovens detidos com as mãos atrás das costas, chamando-os de "provocadores russos".

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