Latinos-americanos reclamam mais de discriminação na Espanha
As pessoas de origem latino-americana são as que mais denunciam a discriminação racial ou étnica na Espanha, segundo pesquisa divulgada nesta quarta pela Agência de Direitos Fundamentais da União Européia (UE).
De acordo com o estudo, 58% dos latino-americanos residentes no país consideraram que a discriminação por motivos étnicos está disseminada no país, frente a 54% dos norte-africanos e 43% entre os romenos.
O relatório teve como base perguntas feitas a 23,5 mil pessoas em toda a UE, e é a primeira pesquisa deste tipo sobre pessoas de grupos minoritários residentes no território do bloco europeu.
Os norte-africanos que residem na Itália foram os que apontaram uma maior discriminação, com 94%, seguido dos ciganos da Hungria (90%) e dos norte-africanos na França (88%).
A agência fez o estudo selecionando entre um e três grupos minoritários em cada país, para posteriormente realizar 500 questionários de 150 perguntas a pessoas de cada grupo.
Na Espanha, as minorias estudadas foram pessoas de origem latino-americana, norte-africana e romena, e as entrevistas ocorreram em Madri e Barcelona.
As três comunidades superaram a média da UE, de 80%, sobre o percentual de pessoas que não sabem da existência de organizações que possam dar apoio em casos de discriminação: 88% entre os romenos, 84% dos norte-africanos e 81% no caso dos latino-americanos.
Os norte-africanos residentes na Espanha foram a segunda das 45 comunidades investigadas que mais atribuiu as ações da Polícia a motivações racistas, com 73%, superados apenas pelos norte-africanos na Itália (74%).