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Kuwait condena casal à morte por assassinato de empregada filipina

2 abr 2018 - 16h47
(atualizado em 2/4/2018 às 09h06)
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Libanês e esposa síria são acusados de matar empregada doméstica de 29 anos, cujo corpo foi encontrado em freezer com sinais de espancamento. Morte desencadeou uma crise diplomática entre o Kuwait e as Filipinas.Um tribunal no Kuwait condenou à morte neste domingo (01/04) um homem libanês e sua mulher, cidadã síria, acusados de assassinar uma empregada doméstica filipina em território kuwaitiano.

Em fevereiro, filipinos protestaram por justiça no caso Demafelis
Em fevereiro, filipinos protestaram por justiça no caso Demafelis
Foto: DW / Deutsche Welle

O corpo de Joanna Demafelis, de 29 anos, foi encontrado no início do ano dentro de um freezer em uma residência abandonada que pertence ao casal. A vítima estava desaparecida há mais de um ano, e uma autópsia revelou sinais de espancamento e tortura, como ossos quebrados e contusões.

Nader Essam Assaf e Mona Hassoun, os últimos empregadores de Demafelis, foram presos em fevereiro na capital da Síria, Damasco, após uma perseguição que envolveu a Interpol. As autoridades sírias entregaram o marido ao Líbano, enquanto a mulher permanece sob custódia em Damasco.

O casal não compareceu à audiência deste domingo, a primeira da Justiça kuwaitiana sobre o caso. De acordo com a imprensa local, eles foram condenados à morte por enforcamento por terem assassinado a empregada de maneira premeditada.

Segundo a agência de notícias AFP, citando uma fonte judicial anônima, os condenados ainda podem recorrer da sentença se retornarem ao Kuwait. O país já pediu a extradição dos dois.

O assassinato de Demafelis desencadeou uma crise diplomática entre o Kuwait e as Filipinas, levando Manila a impor, em meados de fevereiro, uma proibição total ao envio de trabalhadores filipinos ao país do Golfo.

Segundo autoridades, 252 mil filipinos trabalham no Kuwait, a maioria como empregados domésticos. Eles fazem parte dos mais de 2 milhões de cidadãos das Filipinas empregados na região do Golfo, cujas remessas são vitais para a economia do país natal.

Desde fevereiro, as Filipinas têm agido para facilitar o retorno de seus cidadãos que desejam deixar o Kuwait, incluindo aqueles que perderam sua permissão de residência. O embaixador filipino, Renato Pedro Villa, afirmou à AFP neste domingo que Manila já repatriou 4 mil filipinos que viviam no país do Golfo sem a documentação necessária.

Organizações de direitos humanos há tempos alertam contra a situação de trabalhadores estrangeiros no Kuwait e em países árabes vizinhos, onde o trabalho migratório é regulado por um polêmico sistema conhecido como kafala. A política permite o controle total dos contratantes sobre seus funcionários, proibindo-os de deixar o país ou mudar de emprego sem consentimento prévio.

No mês passado, o Kuwait e as Filipinas, numa tentativa de encerrar a disputa, assinaram um acordo para regulamentar algumas condições de trabalho para empregados domésticos.

EK/afp/dpa/rtr/dw

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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App

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