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Kremlin diz que ajuda britânica com mísseis à Ucrânia "joga lenha na fogueira"

24 ago 2026 - 10h35
(atualizado às 11h10)
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Resumo
O Kremlin criticou a decisão do Reino Unido de fornecer tecnologia para a Ucrânia produzir mísseis de longo alcance, afirmando que a ação "joga lenha na fogueira" e sabota acordos de paz. O posicionamento ocorreu durante a visita do premiê britânico Andy Burnham a Kiev para reforçar o apoio militar ao país. Em reação, Moscou acusou Londres de aprofundar seu envolvimento na guerra e alertou que as forças russas irão identificar e destruir as instalações ucranianas de armamentos.

O Kremlin disse ‌nesta segunda-feira que a decisão do Reino Unido de fornecer à Ucrânia informações confidenciais sobre componentes de fabricação britânica utilizados na produção dos mísseis de cruzeiro de longo alcance SCALP "jogaria lenha ⁠na fogueira" e foi vista por Moscou ‌de forma extremamente negativa.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, chegou a Kiev nesta segunda-feira ‌em sua primeira viagem ‌ao exterior desde que assumiu o cargo ⁠e deve anunciar o apoio britânico para ajudar Kiev a melhorar sua produção nacional de mísseis de longo alcance.

Questionado sobre a visita e o apoio, o porta-voz do Kremlin, Dmitry ‌Peskov, acusou o Reino Unido de fazer tudo ‌o que pudesse ⁠para impedir ⁠qualquer avanço rumo a um eventual acordo de paz.

"O ⁠Reino Unido está ‌envolvido nesta guerra ‌ao lado do regime de Kiev. O Reino Unido, de forma metódica e regular, joga lenha na fogueira e, de forma metódica ⁠e regular, trama esquemas para impedir até mesmo o menor progresso no processo de solução pacífica", disse Peskov aos repórteres.

Peskov afirmou que as Forças Armadas ‌russas já estavam coletando dados sistematicamente para identificar a localização de quaisquer instalações de produção ⁠de mísseis e, em seguida, destruí-las.

Moscou alertou Londres na semana passada sobre "consequências" não especificadas pelo fornecimento de drones a Kiev, acusando o Reino Unido de aprofundar seu envolvimento na guerra após uma reportagem afirmar que drones de fabricação britânica haviam sido usados pela primeira vez em ataques de longo alcance contra a Rússia. Burnham afirmou na ocasião que Londres estava comprometida a apoiar a Ucrânia 100% contra "essa guerra ilegal".

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