Líder da extrema esquerda deve chegar ao segundo turno da eleição presidencial na França, aponta pesquisa
Uma pesquisa recente indica que o líder da extrema esquerda, Jean-Luc Mélenchon, deve disputar o segundo turno da eleição presidencial na França contra Marine Le Pen, da extrema direita. O cenário reflete a forte polarização política e o enfraquecimento do centro com o fim do mandato de Emmanuel Macron. Embora Mélenchon alcance entre 16% e 17% das intenções no primeiro turno, as projeções apontam uma vitória ampla de Le Pen na votação decisiva, onde ela conquistaria cerca de 64% dos votos.
O líder da extrema esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, é considerado o rival mais provável da candidata da extrema direita, Marine Le Pen, no segundo turno das eleições presidenciais da França do próximo ano, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, o que ressalta a profunda polarização do eleitorado à medida que a Presidência de Emmanuel Macron chega ao fim.
Mélenchon, candidato do partido de extrema esquerda "França Insubmissa" (LFI), deve chegar ao segundo turno em pelo menos três dos cinco cenários analisados na pesquisa, enquanto empatou em segundo lugar em um quarto cenário. Le Pen deve derrotá-lo facilmente no segundo turno.
A pesquisa traz um quadro preocupante para os candidatos centristas da França, que enfrentam dificuldades para alcançar um eleitorado cada vez mais polarizado.
À medida que o segundo e último mandato de Macron chega ao fim, o presidente impopular deixa para trás um centro político enfraquecido e uma economia frágil, abrindo espaço para partidos de linha dura, como o LFI e o Reunião Nacional, de Le Pen.
"O risco de a Sra. Le Pen e o Sr. Mélenchon se enfrentarem no segundo turno é real e grave", disse o candidato centrista Edouard Philippe aos repórteres nesta segunda-feira.
Estima-se que Mélenchon obtenha cerca de 16% a 17% no primeiro turno, enquanto Le Pen obteria de 35% a 38% dos votos. Le Pen conquistaria 64% dos votos contra Mélenchon no segundo turno.
Mélenchon já concorreu três vezes à Presidência, em 2012, 2017 e 2022, mas nunca conseguiu chegar ao segundo turno.
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