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Kim Jong-un declara que EUA e Coreia do Sul querem 'provocar guerra', diz agência

Presidente da Coreia do Norte criticou os exercícios militares realizados em conjunto pelos países nesta segunda-feira, 18

18 ago 2025 - 19h54
(atualizado às 21h47)
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Resumo
Kim Jong-un acusou EUA e Coreia do Sul de provocarem guerra com exercícios militares conjuntos, enquanto defendeu a ampliação do arsenal nuclear norte-coreano.
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, durante visita de Vladmir Putin, em junho passado
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, durante visita de Vladmir Putin, em junho passado
Foto: Getty Images

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou nesta segunda-feira, 18, que os Estados Unidos e a Coreia do Sul 'fizeram manifestações óbvias sobre o desejo de provocar uma guerra' ao realizarem exercícios militares conjuntos, de acordo com informações da agência estatal KCNA.   

De acordo com a imprensa local, as declarações de Kim Jong-un se deram durante inspeção ao navio militar Choe Hyon. Na visita, o líder norte-coreano expressou que o país precisa expandir seu arsenal nuclear rapidamente e, em seguida, criticou o treinamento conjunto entre EUA e Coreia do Sul. 

Kim Jong-un teria afirmado que os países tiveram 'clara demonstração de postura ao revelarem abertamente a intenção de manter atitude hostil e confrontadora' à Coreia do Norte. Seul e Washington, por sua vez, afirmam que os exercícios são 'puramente defensivos'. 

De acordo com as autoridades militares dos EUA e da Coreia do Sul, os exercícios têm o objetivo de fortalecer a preparação diante de ameaças nucleares, de mísseis e de drones na península da Coreia. 

Em maio passado, Kim Jong-un pediu que 'todas as unidades de todas as forças armadas' realizassem um 'avanço na preparação para a guerra', durante a inspeção a exercícios de combate antiaéreo e de ataque aéreo da 1ª Divisão Aérea da Coreia do Norte. 

Os exercícios militares entre a Coreia do Sul e os EUA acontecem bienalmente, com o primeiro de 2025 tendo sido realizado em março. Pyongyang costumeiramente critica os treinamentos, acusando-os de aprofundar as tensões na região, além de prometer resposta a qualquer 'provocação' em seu território. 

Com o treinamento iniciado nesta segunda-feira, 21 mil soldados, 18 mil dos quais eram sul-coreanos, participaram de exercícios de campo e simulações computadorizadas de operações reais.

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Fonte: Redação Terra
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