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Itália investiga funcionário da ONU por morte de embaixador no Congo

Luca Attanasio faleceu em tentativa de sequestro na RDC

9 jun 2021 12h50
| atualizado às 12h59
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Um funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas se tornou alvo da investigação do Ministério Público de Roma que apura as circunstâncias da morte do embaixador italiano Luca Attanasio e do policial militar Vittorio Iacovacci na República Democrática do Congo.

Luca Attanasio era embaixador da Itália na RDC desde 2017
Luca Attanasio era embaixador da Itália na RDC desde 2017
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Trata-se de um cidadão congolês que era o responsável pela segurança do comboio em que viajavam os dois italianos. Ele é suspeito de "omissão de cautelas" por supostamente ter violado os protocolos da ONU, como a não inclusão de uma escolta armada na comitiva.

O crime ocorreu no dia 22 de fevereiro, quando Attanasio, embaixador na RDC desde 2017, e Iacovacci viajavam em um comboio do PMA que visitaria um projeto de distribuição de comida em escolas.

Pouco depois de deixar a cidade de Goma, no leste do país, a comitiva foi atacada por seis homens armados em uma estrada no Parque Nacional Virunga, santuário natural do Congo e palco da atuação de milícias que disputam a riqueza mineral da região.

Os agressores teriam obrigado os veículos a parar colocando obstáculos na estrada e atirando no ar. Os disparos, no entanto, alertaram os soldados das Forças Armadas do Congo e os guardas florestais de Virunga, que estavam a menos de um quilômetro de distância e se dirigiram para o local.

Nesse momento, os agressores assassinaram o motorista congolês Mustapha Milambo e levaram o restante do grupo para a floresta, onde ocorreu o tiroteio que matou Attanasio e Iacovacci. Até hoje o atentado não foi reivindicado.

Ansa - Brasil   
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