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Itália confirma quinto caso de varíola de macacos

Surto pode estar relacionado às Ilhas Canárias, na Espanha

24 mai 2022 14h02
| atualizado às 14h14
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As autoridades sanitárias da Itália confirmaram nesta terça-feira (24) o quinto caso de varíola de macacos no país.

Sede do Instituto Lazzaro Spallanzani, em Roma
Sede do Instituto Lazzaro Spallanzani, em Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O contágio foi confirmado pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, hospital de Roma que é a maior referência na Itália no combate a doenças infecciosas.

"Foi notificado um quinto caso, com características clínicas e de transmissão similares aos precedentes", diz uma nota do instituto, que afirma estar investigando outras suspeitas de infecção.

Ainda de acordo com o Spallanzani, amostras do vírus tiradas dos três primeiros pacientes na Itália - todos eles de Roma - indicam que trata-se de uma cepa da África Ocidental com "100% de similaridade" em relação àquelas isoladas na Alemanha e em Portugal.

"Podemos estar diante de um vírus pan-europeu ligado a focos em vários países, em particular aquele das Ilhas Canárias [na Espanha]", ressaltou o instituto.

Dos cinco casos de varíola de macacos já confirmados na Itália, pelo menos dois pacientes (o primeiro e o quarto) voltaram recentemente de viagens às Canárias, enquanto o segundo e o terceiro tiveram contato com o primeiro.

O vírus pode ser transmitido por gotas de saliva e por contato com fluidos corporais e lesões cutâneas, inclusive durante relações sexuais.

Já os sintomas são semelhantes aos da varíola humana - que está erradicada no mundo desde 1980 -, como febre, dores musculares e o surgimento de bolhas na pele, embora de forma mais leve.

Casos da doença já foram confirmados em mais de 10 países nos últimos dias, incluindo Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França e Reino Unido.

Na Espanha, a suspeita é de que o surto esteja ligado a uma festa com milhares de pessoas realizada nas Canárias entre os dias 5 e 15 de maio.

O nome "varíola de macacos" se deve ao fato de o vírus ter sido descoberto em colônias de símios, em 1958. Atualmente, acredita-se que os roedores sejam os principais hospedeiros do patógeno.

O primeiro caso em humanos data de 1970, na República Democrática do Congo, durante os esforços para a erradicação da varíola.

Ansa - Brasil   
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