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Israel ataca zona de distribuição de ajuda humanitária em Gaza e provoca mais de 50 mortes

Mais de 50 pessoas que estavam reunidas perto de um centro de distribuição de alimentos em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, foram mortas nesta terça-feira (17), vítimas de ataques das forças israelenses. A informação foi divulgada pelas equipes de resgate locais. Devido às restrições impostas às mídias no território palestino e às dificuldades de acesso ao local, apenas os dados apresentados pela Defesa Civil local estão disponíveis.

17 jun 2025 - 12h47
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Com informações de Alice Moreno, correspondente da RFI em Jerusalém, e agências De acordo com o porta-voz da Defesa Civil da Faixa de Gaza, Mahmoud Bassal, pelo menos 53 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas quando milhares de palestinos se reuniram pela manhã para receber farinha perto de um centro de ajuda humanitária. "Os drones israelenses dispararam contra as pessoas. Poucos minutos depois, tanques do Exército de Israel lançaram vários projéteis", disse ele à AFP. De acordo com o Ministério da Saúde, administrado pelo governo do Hamas, "51 mártires e mais de 200 feridos" foram levados para o hospital Nasser, em Khan Younès. Segundo Mahmoud Bassal, outras quatro pessoas foram mortas na terça-feira pelo Exército israelense perto de Rafah, também no sul de Gaza. Os civis foram visados quando estavam em esperando alimentos distribuídos pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), uma instituição apoiada por Washington e Israel. "Depois de apenas dez minutos de distribuição de comida, eles encerraram as atividades e os drones e tanques dispararam contra as pessoas", contou à RFI Eyad Amawi, coordenador de ONGs locais na Faixa de Gaza. Ele critica a ação da GHF, que começou a distribuir ajuda no final de maio, mas que teve suas operações marcadas por cenas caóticas que deixaram dezenas de mortos. "Eles poderiam deixar as Nações Unidas administrarem a operação, pois elas têm excelente conhecimento do terreno. A GHF é uma ilusão para o nosso povo e a comunidade internacional deve pôr fim a esse caos", denunciou. Ao ser questionado sobre o episódio, o Exército israelense disse que estava "examinando" os fatos. No entanto, confirmou que "uma aglomeração foi identificada perto de um caminhão de distribuição de ajuda que foi atingido no setor de Khan Younis e perto das tropas [israelenses] que operam na área". Serviços médicos interrompidos No norte da Faixa de Gaza, em um dos últimos centros médicos que ainda funcionam, vários trabalhadores retiraram escombros da entrada para que as ambulâncias pudessem circular nesta terça-feira. "Todos os dias somos bombardeados, de norte a sul", declarou Amer Abu Safiya, um paciente do hospital Al Ahli da Cidade de Gaza, ferido na mão. "O hospital Al Ahli foi destruído. Os serviços médicos estão interrompidos. Não há nada com que enfaixar a minha mão e não há medicamentos", lamentou, deitado em uma maca improvisada nos fundos do hospital. "Estamos reativando o serviço de emergências e o de fisioterapia. É importante", explicou Alessandro Maracchi, chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, à AFP. Antes de atacar o Irã em 13 de junho, em meados de maio, o Exército israelense intensificou sua ofensiva na Faixa de Gaza, desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas no sul de Israel, com o objetivo declarado de libertar os últimos reféns e eliminar o movimento islâmico. Israel impôs um bloqueio ao território no início de março, que foi parcialmente relaxado dois meses depois, levando a uma grave escassez de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais. O ataque do Hamas em outubro de 2023 provocou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Já a ofensiva de Israel lançada como represália causou pelo menos 55.493 mortes em Gaza, segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, consideradas confiáveis pela ONU. (Com AFP)

Palestinos transportam vítima de ataque israelense realizado no momento em que população esperava pela distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em 17 de junho de 2025.
Palestinos transportam vítima de ataque israelense realizado no momento em que população esperava pela distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em 17 de junho de 2025.
Foto: © AFP / RFI
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