Inquérito sobre incêndio na Suíça se amplia com 2 novos suspeitos
Responsáveis por segurança na Prefeitura de Crans-Montana estão na mira
O número de investigados pelo incêndio que matou 40 pessoas e feriu 116 em um bar de Crans-Montana, na Suíça, subiu para quatro.
Além dos proprietários do pub Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, o Ministério Público de Sion também apura as eventuais responsabilidades do ex e do atual responsável pela área de segurança no vilarejo alpino de 10 mil habitantes, Ken Jacquemoud e Christophe Balet, respectivamente.
A informação foi divulgada pela emissora pública suíça RTS, que diz que os dois novos suspeitos serão interrogados por promotores no início de fevereiro.
A ampliação da investigação chega na esteira da informação, admitida pela própria Prefeitura de Crans-Montana, que a administração municipal não realizava inspeções de segurança rotineiras no Constellation desde 2020.
O MP apura as hipóteses de homicídio, lesões e incêndios culposos, ou seja, quando não há a intenção de cometer os crimes. A Itália, que perdeu seis adolescentes na tragédia de Ano Novo, vem pressionando por celeridade no inquérito e convocou de volta seu embaixador em Berna, que só retornará ao posto quando o caso for esclarecido.
Roma também se irritou com a libertação de Jacques Moretti, que chegou a ser preso preventivamente, mas acabou solto mediante medidas cautelares e pagamento de fiança.
O proprietário do bar e sua esposa são suspeitos de ter negligenciado normas de segurança contra incêndios, como na escolha do material da espuma antirruído que forrava o teto, por onde as chamas se alastraram rapidamente após fagulhas lançadas por velas pirotécnicas, e na ausência de saídas de emergência adequadas.