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Indústria italiana propõe realocar 20 bi de euros para crescimento, saúde e educação

Plano apresentado por Emanuele Orsini prevê divisão dos valores em 3 frentes principais

26 mai 2026 - 09h19
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O presidente da Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria), Emanuele Orsini, apresentou nesta terça-feira (26), durante a assembleia anual da entidade, uma proposta para realocar cerca de 20 bilhões de euros de recursos públicos para impulsionar o crescimento econômico, a educação e o sistema nacional de saúde, sem aumentar a já elevada dívida pública da Itália.

    "Estamos apresentando uma proposta ao governo e aos parceiros sociais", afirmou Orsini, ao se referir também aos sindicatos.

    Segundo ele, a iniciativa prevê a revisão de medidas que "perderam sua razão de ser ou se sobrepõem", a fim de otimizar o uso dos recursos disponíveis.

    O plano prevê a divisão dos valores em três frentes principais: um terço para o crescimento econômico, um terço para a saúde e um terço para a educação. Orsini classificou a proposta como "um ato concreto de responsabilidade em matéria de política tributária", a ser construído com diálogo entre governo e oposição.

    "Mudar esse cenário exige confiança e coragem política", disse ele, destacando que a Itália enfrenta alta carga tributária e defendendo um esforço conjunto para permitir maior competitividade das empresas. "Permitir que elas cresçam significa fortalecer o país".

    Durante o discurso, Orsini alertou para o risco de enfraquecimento do setor produtivo italiano caso não haja coordenação entre instituições e forças políticas. "Se não formos capazes de um esforço conjunto, perderemos nossa indústria, que representa 15% do PIB e milhões de empregos", declarou.

    O presidente da Confindustria também defendeu um conjunto de "cinco alavancas" para recolocar as empresas no centro da estratégia econômica: redução do custo da energia, fortalecimento das pequenas e médias empresas, contratos de desenvolvimento e inovação, simplificação regulatória e reforma da Lei 231 sobre responsabilidade administrativa.

    Segundo ele, o custo da energia é hoje uma das principais ameaças à competitividade industrial. Orsini ainda reiterou a necessidade de "um grande ato de responsabilidade nacional" e de escolhas baseadas em confiança e cooperação entre governo, oposição e setor produtivo. .

Ansa - Brasil
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