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Igreja não é de esquerda nem de direita, diz Papa

Francisco se reuniu com correspondentes no Vaticano

13 nov 2021 - 09h36
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O papa Francisco se reuniu neste sábado (13) com correspondentes no Vaticano e disse que a Igreja Católica não é de esquerda nem de direita.

    Já chamado de "comunista" por extremistas de direita em função do teor social de seus discursos, o pontífice afirmou que a Santa Sé não é uma "organização política" nem uma "grande multinacional com gestores que estudam como vender melhor seu produto".

    "A Igreja não é uma organização política que tem em seu interior direita e esquerda, como acontece nos parlamentos", afirmou Francisco para os correspondentes no Vaticano.

    Segundo o Papa, a Igreja Católica "perde vigor" quando se comporta como um parlamento ou uma multinacional. "A Igreja, composta por homens e mulheres pecadores como todos, nasceu e existe para refletir a luz de outro, a luz de Jesus, assim como a Lua faz com o Sol", acrescentou.

    Durante o encontro, Jorge Bergoglio também disse que a missão da imprensa é "explicar o mundo e torná-lo menos obscuro", mas cobrou que os jornalistas não cedam à "tirania de estar sempre online" e saiam às ruas para "gastar as solas dos sapatos".

    "Há três verbos que podem caracterizar o bom jornalismo: escutar, aprofundar, contar. Escutar caminha lado a lado com o enxergar, com estar. Certas nuances, sensações e descrições só podem ser transmitidas se o jornalista as escutou e viu pessoalmente. Eu sei o quanto é difícil, no seu trabalho, subtrair-se à tirania do estar sempre online, nas redes sociais, na web. O bom jornalismo do escutar e do ver precisa de tempo, nem tudo pode ser contado por e-mails, pelo telefone ou em uma tela", disse.

    O Papa também agradeceu aos jornalistas por "darem voz às vítimas de abusos", uma das maiores chagas da Igreja Católica, e pediu que a imprensa "se deixe atingir e ferir pelas histórias, para poder narrá-las com humildade aos leitores".

    "Precisamos muito hoje de jornalistas e comunicadores apaixonados pela realidade, capazes de encontrar os tesouros frequentemente escondidos nas dobras de nossa sociedade e de contá-los, permitindo a nós aprender, ampliar nossa mente, ver aspectos que antes não conhecíamos", salientou. .

Ansa - Brasil
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