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Hunter Biden, filho do presidente dos EUA, testemunhará em investigação de impeachment

28 fev 2024 - 09h16
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O filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Hunter Biden, testemunhará nesta quarta-feira a portas fechadas no inquérito de impeachment contra seu pai, que os republicanos da Câmara dos Deputados dos EUA estão levando adiante mesmo depois que a pessoa que forneceu as acusações no centro de seu caso foi acusada de mentir para o FBI.

Durante meses, os republicanos da Câmara dos Deputados buscaram o testemunho do filho de Biden, pedidos que ele primeiro rejeitou e depois menosprezou ao fazer aparições públicas surpresa no Capitólio.

A audiência, programada para começar às 10h (horário local, 12h em Brasília), ocorre pouco antes do prazo final para uma paralisação do governo norte-americano, caso o Congresso não garanta financiamento até o final de semana.

Espera-se que os investigadores perguntem a Hunter Biden, 54 anos, sobre suas atividades comerciais, incluindo seu papel na empresa chinesa CEFC e no conselho da empresa de energia ucraniana Burisma.

Os republicanos da Câmara têm investigado os negócios da família Biden e citaram alegações feitas por um ex-informante do FBI, agora acusado de mentir, além de ser alvo de acusações de promotores de ter mantido contato com agências de inteligência russas.

Os republicanos da Câmara alegam que Biden, um democrata, e sua família lucraram indevidamente com as decisões políticas das quais Biden participou como vice-presidente durante o governo do presidente Barack Obama entre 2009 e 2017. Até o momento, eles não apresentaram provas para sustentar essas alegações.

Hunter Biden e a Casa Branca negaram qualquer irregularidade e afirmam que a investigação tem motivação política.

Donald Trump, que é o principal candidato republicano para enfrentar Biden na eleição presidencial de novembro, já que ambos buscam um segundo mandato de quatro anos, incentivou publicamente o impeachment. Trump foi o único presidente dos EUA a enfrentar um processo de impeachment duas vezes, embora tenha sido absolvido em ambas as ocasiões pelo Senado.

A maioria das testemunhas que depuseram no inquérito disse que o presidente não estava envolvido nem tinha qualquer interesse financeiro direto ou indireto nas atividades comerciais de sua família.

"Em todos os empreendimentos comerciais em que estive envolvido, confiei em meu próprio talento, julgamento, habilidade e relacionamentos pessoais -- e nunca em minha condição de irmão de Joe Biden. Aqueles que disseram ou pensaram o contrário estavam enganados, mal informados ou simplesmente mentindo", disse James Biden, irmão do presidente, aos legisladores em 21 de fevereiro.

Os promotores questionaram a credibilidade do ex-informante Alexander Smirnov, que agora é acusado de mentir para o FBI.

"Ele está ativamente vendendo novas mentiras que podem afetar as eleições dos EUA depois de se reunir com autoridades da inteligência russa em novembro", escreveram os promotores em um documento judicial.

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