Hegseth nega 'guerra sem fim' no Irã e chama europeus de 'ingratos'
'Estamos vencendo nos nossos termos', garantiu o chefe do Pentágono
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, refutou nesta quinta-feira (19) as críticas de que o conflito no Irã pode se tornar uma "guerra sem fim" e definiu os aliados europeus como "ingratos" por não participarem da ofensiva no Oriente Médio.
As declarações foram dadas em coletiva de imprensa no Pentágono, um dia depois de a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, ter admitido que o regime iraniano continua "intacto", ainda que "amplamente enfraquecido".
"A mídia quer fazer vocês acreditarem que estamos caindo em um abismo sem fim no Irã, rumo a uma guerra eterna ou em um pântano. Nada poderia estar mais longe da verdade. Estamos vencendo de modo decidido e nos nossos termos", assegurou Hegseth.
O presidente Donald Trump já declarou abertamente que a guerra tinha como objetivos desmantelar as capacidades nucleares e balísticas do Irã e favorecer uma revolta popular para derrubar o regime. Nenhuma dessas metas foi alcançada até o momento, depois de quase três semanas de bombardeios.
Ainda assim, segundo Hegseth, os ataques conjuntos com Israel "danificaram ou afundaram 120 navios iranianos", destruíram submarinos e comprometeram portos, enquanto a "capacidade deles de produzir novos mísseis balísticos foi a área atingida de forma mais dura".
"Vamos terminar o trabalho e honrar o sacrifício. Combatemos para vencer, e estamos vencendo", disse o secretário, acrescentando que não há prazos para o fim do conflito.
Na coletiva, Hegseth ainda lançou críticas contra a Europa por não se juntar à ofensiva contra um país que "aterrorizou a América e nossos interesses por 47 anos". "Nossos ingratos aliados europeus e parte da imprensa deveriam dizer apenas uma coisa ao presidente Trump: obrigado", declarou.
Os EUA têm pressionado a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a colaborar para a reabertura do Estreito de Ormuz, via por onde passa 20% do comércio global de petróleo e gás natural, porém países da Europa, como Alemanha, França e Itália, afirmaram que a guerra não diz respeito à aliança ocidental.