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Hegseth nega 'guerra sem fim' no Irã e chama europeus de 'ingratos'

'Estamos vencendo nos nossos termos', garantiu o chefe do Pentágono

19 mar 2026 - 10h06
(atualizado às 10h23)
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, refutou nesta quinta-feira (19) as críticas de que o conflito no Irã pode se tornar uma "guerra sem fim" e definiu os aliados europeus como "ingratos" por não participarem da ofensiva no Oriente Médio.

Secretário Pete Hegseth concede coletiva de imprensa no Pentágono
Secretário Pete Hegseth concede coletiva de imprensa no Pentágono
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As declarações foram dadas em coletiva de imprensa no Pentágono, um dia depois de a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, ter admitido que o regime iraniano continua "intacto", ainda que "amplamente enfraquecido".

"A mídia quer fazer vocês acreditarem que estamos caindo em um abismo sem fim no Irã, rumo a uma guerra eterna ou em um pântano. Nada poderia estar mais longe da verdade. Estamos vencendo de modo decidido e nos nossos termos", assegurou Hegseth.

O presidente Donald Trump já declarou abertamente que a guerra tinha como objetivos desmantelar as capacidades nucleares e balísticas do Irã e favorecer uma revolta popular para derrubar o regime. Nenhuma dessas metas foi alcançada até o momento, depois de quase três semanas de bombardeios.

Ainda assim, segundo Hegseth, os ataques conjuntos com Israel "danificaram ou afundaram 120 navios iranianos", destruíram submarinos e comprometeram portos, enquanto a "capacidade deles de produzir novos mísseis balísticos foi a área atingida de forma mais dura".

"Vamos terminar o trabalho e honrar o sacrifício. Combatemos para vencer, e estamos vencendo", disse o secretário, acrescentando que não há prazos para o fim do conflito.

Na coletiva, Hegseth ainda lançou críticas contra a Europa por não se juntar à ofensiva contra um país que "aterrorizou a América e nossos interesses por 47 anos". "Nossos ingratos aliados europeus e parte da imprensa deveriam dizer apenas uma coisa ao presidente Trump: obrigado", declarou.

Os EUA têm pressionado a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a colaborar para a reabertura do Estreito de Ormuz, via por onde passa 20% do comércio global de petróleo e gás natural, porém países da Europa, como Alemanha, França e Itália, afirmaram que a guerra não diz respeito à aliança ocidental.

Ansa - Brasil
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