Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Havana diz que 32 cubanos, incluindo militares, foram mortos em ataque dos EUA na Venezuela

Segundo governo cubano, seus cidadãos mortos no ataque americano 'cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior' na Venezuela.

5 jan 2026 - 08h02
(atualizado às 15h47)
Compartilhar
Exibir comentários
Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela
Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O governo de Cuba informou que 32 de seus cidadãos morreram nos ataques realizados por forças dos Estados Unidos na Venezuela na madrugada de sábado (3/1), que resultaram na detenção do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

"Como resultado do ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a irmã República Bolivariana da Venezuela, (…) perderam a vida em ações combativas 32 cubanos, que cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de órgãos homólogos do país sul-americano", afirmou o governo do presidente Miguel Díaz-Canel, segundo o veículo oficial Cubadebate.

"Fiéis às suas responsabilidades com a segurança e a defesa, nossos compatriotas cumpriram de forma digna e heroica o seu dever e tombaram, após firme resistência, em combate direto contra os atacantes ou em consequência dos bombardeios às instalações", disse o governo cubano.

Díaz-Canel decretou dois dias de luto pela morte de seus compatriotas durante a operação americana que culminou com a transferência de Maduro e de sua esposa para Nova York, onde eles deverão comparecer nesta segunda-feira diante de um juiz para responder a acusações de "narcoterrorismo".

Antes de a notícia ser divulgada, o ministro da Defesa da Venezuela, o general Vladimir Padrino López, havia informado que a maioria dos escoltas e guarda-costas que protegiam Maduro foi "assassinada a sangue frio" por militares americanos que capturaram o governante venezuelano e sua esposa.

"A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita de forma contundente o covarde sequestro do cidadão Nicolás Maduro Moros, presidente constitucional da República, nosso comandante em chefe, e de sua esposa (…) fato perpetrado ontem, sábado, 3 de janeiro, depois de que grande parte de sua equipe de segurança — soldados, soldadas e cidadãos inocentes — foi assassinada a sangue frio", disse Padrino em um pronunciamento transmitido obrigatoriamente por todas as emissoras de televisão e rádio do país.

No entanto, Padrino López não apresentou nenhum número de mortos ou feridos em decorrência dos bombardeios lançados pelos Estados Unidos contra instalações militares e governamentais venezuelanas em Caracas e em pelo menos três Estados do país.

Quase 48 horas após os ataques — sem precedentes nas últimas décadas na América Latina —, o único balanço oficial de mortos conhecido é o divulgado pelo governo de Cuba.

Ainda assim, meios de comunicação locais, como o jornal Tal Cual, de Caracas, relataram no sábado ao menos 25 mortes, sendo 15 delas atribuídas ao Batalhão de Segurança Presidencial nº 6, unidade responsável pela proteção do presidente venezuelano e de sua família.

O jornal americano The New York Times, por sua vez, afirmou que o número de vítimas chegaria a 80, citando autoridades venezuelanas que pediram anonimato.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, tentou, sem sucesso, obter informações junto ao Ministério Público e a outros órgãos governamentais.

Mapa dos ataques aéreos dos EUA na Venezuela
Mapa dos ataques aéreos dos EUA na Venezuela
Foto: BBC News Brasil

'Agressão brutal'

O porto de La Guaira, a menos de uma hora de Caracas na estrada, foi parcialmente danificado pelos ataques dos EUA
O porto de La Guaira, a menos de uma hora de Caracas na estrada, foi parcialmente danificado pelos ataques dos EUA
Foto: Pedro Mattey/Anadolu via Getty Images / BBC News Brasil

Padrino López aproveitou seu pronunciamento para denunciar não apenas a "brutal agressão militar contra a nossa soberania" perpetrada por Washington, mas também o "sequestro" de Maduro e de sua esposa.

"Ontem (sábado) levaram sequestrada a pessoa que o povo da Venezuela escolheu como seu presidente. É o presidente Nicolás Maduro Moros, o presidente constitucional eleito pelo povo para o período de 2025 a 2031", afirmou.

Em seguida, assegurou que Maduro é "o autêntico e genuíno líder constitucional de todos os venezuelanos".

Apesar disso, anunciou o apoio da instituição militar à decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que declarou a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente "encarregada" do país.

Rodríguez, que no domingo comandou seu primeiro conselho de ministros, tomará posse como presidente interina nesta segunda-feira diante da Assembleia Nacional.

BBC News Brasil BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade