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Há evidência concreta que Madeleine está morta, diz promotor

Apesar dos "fatos" e não apenas "indicações", Wolters não especificou qual seria essa prova.

17 jun 2020
12h39
atualizado às 12h50
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O promotor alemão Hans Christian Wolters, que lidera as investigações sobre o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, voltou a afirmar nesta quarta-feira (17) que a criança foi assassinada. "Há uma evidência concreta, fatos que nós temos. Não são apenas indicações", disse em entrevista à agência de notícias francesa AFP. No entanto, Wolters não especificou qual seria essa prova. "Nós não temos evidências forenses, como o corpo", pontuou apenas.

Menina Madelaine sumiu dias antes de completar 4 anos de vida
Menina Madelaine sumiu dias antes de completar 4 anos de vida
Foto: Divulgação

O promotor ainda confirmou a informação de que a Procuradoria de Brunswick encaminhou uma carta para os pais de Maddie, Kate e Gerry McCann, informando que a menina está morta, mas sem aprofundar os detalhes que levam os alemães a confirmarem a informação.

De acordo com o tabloide britânico The Sun, a investigação alemã também compartilhou parte das informações com a Scotland Yard, mas não deu todos os detalhes para os ingleses - que ainda trabalham com a hipótese de desaparecimento.

A reviravolta no caso de Madeleine ocorreu após a prisão de um homem chamado Christian Bruckner, 43 anos, no dia 3 de junho, pelas autoridades alemães. O suspeito foi preso para cumprir pena em outro caso que havia sido condenado. No entanto, sua ficha criminal é grande, com crimes que variam desde pedofilia, estupro, roubo de hotéis e tráfico de drogas.

As autoridades alemãs, então, passaram a afirmar frequentemente que tem certeza de que Bruckner está envolvido no sumiço de Maddie - tanto por ter vivido em Portugal durante o período do crime como por ele também ser suspeito em dois casos semelhantes, um em terras portuguesas e outro na Alemanha.

Maddie desapareceu de um resort na Praia da Luz no dia 3 de maio de 2007, alguns dias antes de completar quatro anos de vida. Desde então, seu caso causou mobilização mundial, mas nunca teve um desfecho.

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