Guerra no Irã não busca 'construir democracia', diz Pentágono
Hegseth disse que EUA não começaram conflito, mas vão 'encerrá-lo'
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (2) que o objetivo da guerra contra o Irã não é "construir democracia" na República Islâmica.
Em coletiva de imprensa, o chefe do Pentágono definiu a Operação Fúria Épica como a "mais letal, complexa e precisa da história americana" e disse que os EUA "não começaram" o conflito, mas vão "encerrá-lo".
"Nada de regras de engajamento estúpidas, nada de atoleiros de construção nacional, nada de exercícios de construção da democracia. Nada de guerras politicamente corretas. Lutamos para vencer e não desperdiçamos tempo nem vidas", declarou Hegseth.
O secretário insistiu que os bombardeios de junho de 2025 "obliteraram" o programa nuclear iraniano, mas alegou que Teerã retomou as atividades atômicas nesse curto período de tempo. "E Trump não aceita esses joguinhos", acrescentou.
Segundo Hegseth, a República Islâmica é um "regime louco" que trava uma guerra contra os Estados Unidos "há 47 anos" e estava "construindo mísseis poderosos e drones para criar um escudo e fazer chantagens sobre seu programa nuclear".
"Quem mata ou ameaça americanos será caçado sem desculpas e sem hesitação", assegurou. Na coletiva, o secretário ainda descartou o envio de tropas por terra neste momento, mas salientou que os EUA irão "tão longe quanto for necessário para atingir seus objetivos". .