Grupo rebelde iemenita dispara míssil e atinge local próximo ao aeroporto de Tel Aviv, em Israel
O Aeroporto Internacional Ben Gurion, na região de Tel Aviv, foi alvo de um ataque de míssil na manhã de domingo (4). O grupo rebelde Houthis, do Iêmen, aliado do Hamas, reivindicou a autoria do ataque, que causou interrupção no tráfego aéreo. Segundo autoridades locais, o aeroporto já voltou a operar com decolagens e aterrissagens. O exército israelense reconheceu que não conseguiu interceptar o míssil.
O Aeroporto Internacional Ben Gurion, na região de Tel Aviv, foi alvo de um ataque de míssil na manhã de domingo (4). O grupo rebelde Houthis, do Iêmen, aliado do Hamas, reivindicou a autoria do ataque, que causou interrupção no tráfego aéreo. Segundo autoridades locais, o aeroporto já voltou a operar com decolagens e aterrissagens. O exército israelense reconheceu que não conseguiu interceptar o míssil.
O exército israelense afirmou que sirenes de alerta soaram pela manhã em várias áreas de Israel. A correspondente da RFI em Tel Aviv, Amira Souilem, confirmou que o míssil caiu a poucos metros da torre de controle do aeroporto e feriu ao menos seis pessoas. De acordo com a emergência médica do local, ninguém sofreu ferimentos graves.
O chefe de polícia da região central do país, Yair Hezroni, relatou que o míssil abriu uma cratera "com várias dezenas de metros de largura e também várias dezenas de metros de profundidade".
O sistema de defesa aérea de longo alcance Arrow da Força Aérea Israelense e o sistema THAAD dos Estados Unidos não conseguiram interceptar o míssil lançado pelos Houthis, de acordo com fontes militares. O exército israelense disse que fez várias tentativas de abater o armamento, que acabou caindo dentro do perímetro do Aeroporto Ben Gurion. Os EUA enviaram o THAAD para Israel no ano passado, em meio a tensões com o Irã.
Segundo um fotógrafo da AFP que estava no local, o míssil caiu por volta das 6h35 (0h35 horário de Brasília) em uma área arborizada próxima a uma rampa de acesso aos estacionamentos do Terminal 3, que é o maior do aeroporto e localizado a menos de um quilômetro da pista.
Voos cancelados ou adiados
A segurança do aeroporto pediu imediatamente que centenas de passageiros se dirigissem aos abrigos antimísseis. Após a suspensão das mensagens de alerta, o tráfego aéreo foi retomado no final da manhã. Seis companhias aéreas cancelaram ou adiaram seus voos para Israel, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a Air India.
A British Airways anunciou a suspensão de seus voos para Tel Aviv até a próxima quarta-feira (7), enquanto a Air India adotou a mesma medida até terça-feira (6).
Reunião para definir ações
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, ameaçou responder ao ataque dos rebeldes iemenitas com "sete vezes mais força". O incidente acontece depois de Israel anunciar, no sábado, a convocação de milhares de reservistas para uma expansão da ofensiva contra o movimento islamista palestino na Faixa de Gaza.
O gabinete de segurança de Israel se reunirá neste domingo para discutir ações de defesa e segurança.
Grupo Houthis, um velho conhecido de Israel
As hostilidades entre o grupo rebelde iemenita e Israel se intensificaram desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Apoiado pelo Irã, inimigo de Israel, o grupo rebelde xiita já realizou vários disparos em direção ao principal aeroporto israelense, mas o escudo antiéreo do país tem conseguido interceptar a maioria dos projéteis.
Os rebeldes Houthis controlam grandes áreas do Iêmen, devastado pela guerra, incluindo a capital Sanaa, a mais de 1.800 quilômetros da fronteira ao sul de Israel. Após um hiato de dois meses, os Houthis voltaram a atacar Israel depois da retomada ofensiva israelense na Faixa de Gaza em 18 de março.