Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Grupo mercenário que atua na Ucrânia tem simpatizantes nazistas e altos salários

Organização paramilitar foi enviada ao leste do país, informou a inteligência militar britânica

29 mar 2022 - 11h06
Compartilhar
Exibir comentários
Soldado russo em área no sul de Mariupol, uma das cidades mais atingidas por bombardeios na Guerra da Ucrânia
Soldado russo em área no sul de Mariupol, uma das cidades mais atingidas por bombardeios na Guerra da Ucrânia
Foto: Alexander Ermochenko / Reuters

Desde que a inteligência militar britânica informou, na última segunda-feira, 28, que mercenários da organização paramilitar russa Grupo Wagner foram enviados para a Guerra da Ucrânia, cresceu a curiosidade em torno do batalhão com soldados que simpatizam com o nazismo e recebem salários atrativos o suficiente para se arriscarem no campo de batalha.

Segundo a agência Reuters, mais de mil mercenários, incluindo líderes seniores da organização, foram enviados ao leste da Ucrânia para realizar operações de combate, principalmente para a região separatista de Donbass e, dessa forma, reforçar a atuação de tropas russas.

“Exército particular de Putin”

Embora o governo do presidente russo Vladimir Putin negue, há ligações do Grupo Wagner, criado em 2007, com o Kremlin. Oposicionistas até batizaram a organização como o “Exército particular de Putin”.

De acordo com uma reportagem da britânica BBC, o grupo paramilitar emprega por volta de 2,5 mil mercenários experientes e fortemente armados. Para atraí-los, a organização paga cerca de 150 mil rublos – o que, na ocasião da reportagem, em 2020, equivalia a algo em torno de R$ 10 mil - por mês para soldados recém-chegados. Já para oficiais, o pagamento pode até dobrar.

Entre os membros do Grupo Wagner, há soldados que simpatizam com teorias nazistas. Segundo o inglês The Economist, o líder da organização, o ex-oficial do exército russo Dmitriy Valeryevich Utkin, tem tatuagens com referências ao regime nazista. O nome do grupo, inclusive, pode trazer referências ao período a julgar o nome do compositor favorito de Adolf Hitler, Richard Wagner.

Em mais um indicio de que os paramilitares seriam próximos ao Kremlin, Utkin já apareceu em fotos ao lado do presidente Putin, em 2016, durante uma homenagem aos combatentes russos na Guerra da Síria.

Dmitry Utkin, líder do Grupo Wagner, é o último a direita em foto com Putin e outros comandantes mercenários
Dmitry Utkin, líder do Grupo Wagner, é o último a direita em foto com Putin e outros comandantes mercenários
Foto: OpenDemocracy

Atuações em conflitos

Além das citadas guerras na Ucrânia e na Síria - esta última com apoio de forças russas ao regime do ditador Bashar al-Assad – há indicações de que o Grupo Wagner também teria atuado na anexação da Crimeia (Ucrânia) pela Rússia em 2014. Esse evento é um dos estopins do atual conflito no leste europeu.

O Kremlin nega todas essas informações, bem como uma suposta participação dos mercenários em conflitos na Líbia, em que os paramilitares russos lutaram ao lado do líder rebelde Khalifa Haftar e outros países da África, como Sudão e Moçambique.

Mercenários russos do Grupo Wagner fazem segurança do comboio da Presidência da República Centro-Africana
Mercenários russos do Grupo Wagner fazem segurança do comboio da Presidência da República Centro-Africana
Foto: Clément Di Roma/VOA, domínio público, via Wikimedia Commons

Reportagens da Reuters dão conta ainda de que o Grupo Wagner esteve até mesmo na Venezuela, defendendo o governo de presidente Nicolás Maduro, grande aliado de Putin na América Latina.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade